Todd Heisler/The New York Times
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O especialista responde: como identificar o momento de inovar?

Confira a resposta de Guilherme Arradi, coordenador do Centro de Referência em Economia Criativa do Sebrae-SP

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2019 | 11h00

Como identificar o momento de inovar?

Por Guilherme Arradi, do Sebrae-SP

Em que momento as cooperativas de táxi imaginariam que a internet transformaria drasticamente seu mercado viabilizando modelos de negócio como da Uber ou da 99? O grande problema deste momento em que vivemos é que não há mais um momento para inovar. Inovar deve ser uma prática constante para garantir a competitividade do negócio em meio a um mercado cada vez mais competitivo e cheio de concorrentes desconhecidos.

Na maior parte das empresas que não colocam o cliente no centro da sua estratégia o momento de inovar é aquele onde ela percebe que está perdendo relevância, o que normalmente se manifesta em perda de clientes e baixo crescimento. 

Muitas empresas nascem com produtos e serviços convencionais e decidem inovar. Se a pergunta é por onde começar, eu diria que há dois pontos importantes. Primeiro: cada vez mais vale a máxima atribuída a Thomas Edson, “Inovação é 1% inspiração e 99% transpiração”. Crie processos com métodos claros para inovação. Segundo: tenha a visão de que sempre é necessário reinventar o negócio, adaptando-se às mudanças e colocando as dores do cliente no centro do processo. 

A Warby Parker, considerada por muitos um exemplo de negócio inovador, surgiu e se consolidou como uma plataforma digital para venda de óculos, mas há pouco tempo inaugurou lojas físicas, indo na contramão do que muitos especialistas diziam “o varejo físico está morto”. Quando questionado sobre esse movimento o fundador da Warby Parker respondeu: “Não acredito que o varejo (físico) esteja morto. Experiências ruins de varejo é que estão mortas”.

O caminho está longe, linear. Você irá errar muitas vezes, por isso, é importante não ter medo de errar e utilizar métodos ágeis para lançar produtos/serviços, medir e aprender com os erros evitando o desperdício de recursos. 

 

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