Tiago Queiroz|Estadão
Tiago Queiroz|Estadão

O especialista responde: como equalizar a gestão no marketing e nas finanças

Consultor do Sebrae-SP faz recomendações para que a gestão de pequenos negócios não fique voltada a apenas um dos dois setores

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2019 | 11h16

Por Roderic Ken Miyoshi, consultor do Sebrae-SP

Muitos dos pequenos negócios, por concentrarem as decisões no empreendedor, acabam tendo uma visão mais de mercado ou mais numérica, ou seja, acabam optando por marketing ou por finanças.

Normalmente, o empresário numérico, financeiro, concentra os esforços na redução de custos. Para ele, a solução e o sucesso do negócio estão em gastar menos do que ganha. Não está errado. Entretanto, é uma visão míope, pois não considera expansão de mercado, atração de novos clientes, fidelização, acarretando em perda de mercado para os concorrentes. Ainda, quando se trabalha uma estratégia de custos nas pequenas empresas, basicamente, resume-se em reduzir os gastos fixos, pois normalmente não conseguem ter poder de barganha com os fornecedores.

Já o gestor mais focado em mercado, marketing, busca bons relacionamentos, divulgar o negócio, para ele o cliente é a alma do negócio. Não está errado, mas também é uma visão míope, pois não considera prazos, caixa, resultados financeiros, podendo levar a empresa a se descapitalizar e a comprometer seu lucro.

Assim, algumas recomendações são importantes:

- No marketing: entenda quem é seu público-alvo, saiba identificar suas necessidades, os canais de comunicação mais acessados por ele, quanto pode comprometer do seu orçamento, os horários que compram. Além disso, conheça os concorrentes e conheça as ferramentas de marketing que podem ser utilizadas

- Nas finanças: saiba formular o seu preço, determinar seu capital de giro, acompanhe os resultados, conheça o ciclo financeiro, faça projeções financeiras considerando investimentos em marketing, levante o ponto de equilíbrio e estabeleça metas

A ideia não é que o empresário se torne um especialista nas duas áreas, mas que entenda as consequências de optar. É importante ter o conhecimento para equalizar os resultados financeiros e de mercado, e o fato de conhecer não traz a obrigatoriedade de ser o executor.

O pequeno empreendedor deve compreender o que é uma boa execução para saber cobrar, saber interpretar as informações e tomar decisões assertivas.

 

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