Flavio Rocha fez uma comparação interessante com Steve Jobs
Flavio Rocha fez uma comparação interessante com Steve Jobs

O conselho de dois grandes empresários: cada tipo de negócio tem que achar suas soluções

Riachuelo e Arezzo têm estratégias opostas; as duas atingiram o êxito e, por isso, não abrem mão de seus modelos

ESTADÃO PME,

19 de agosto de 2015 | 07h04

Ter o controle de toda cadeia de produção até o varejo ou terceirizar etapas e optar pela divisão dos processos? Não existe fórmula de sucesso ou a melhor estratégia a ser seguida por todos os negócios. Prova disso são os modelos adotados pela Riachuelo e Arezzo. Diferentes, mas ambos de sucesso. 

::: Saiba tudo sobre :::

Mercado de franquias

O futuro das startups

Grandes empresários

Minha história

A discussão, que encerrou a 14ª edição do Encontro PME, até rendeu uma comparação entre Flávio Rocha, da Riachuelo, e Anderson Birman, da Arezzo, com Steve Jobs e Bill Gates. O próprio Flávio explicou. No seu caso, por adotar o conceito do ótimo global, a busca para que o todo seja eficiente e integrado, ele se comparou, brincando, ao fundador da Apple.

Por outro lado, a cadeia idealizada por Bill Gates é de ótimos locais, ainda na definição de Flávio, o que se encaixa no modelo da Arezzo – ao entrar em um magazine, o computador é Positivo, o sistema operacional é Windows e a câmera Sony, por exemplo. “Não existem fórmulas de sucesso. São duas estratégias e ambas vitoriosas”, disse Flávio. Birman destacou, ainda, que não existe estratégia ruim, o que ocorre é que ela pode ser mal executada. “É importante sempre existir a preocupação de executar bem.”

A situação político-econômica do Brasil também entrou na discussão dos empresários. Na avaliação de Birman, a preocupação é legítima e deve estar presente na vida das pessoas, mas não pode se tornar um elemento de distração. “Passamos a viver em torno do problema em vez de vivermos uma provável solução do problema”, diz. 

 

Objetivo 

Para Flávio, ganhar dinheiro é fundamental para a sobrevivência da empresa, mas ele gosta de destacar a palavra ‘propósito’. “O caminho para ganhar relevância é encontrar o propósito, o motivo da existência da empresa”, destacou. No caso da Riachuelo, esse propósito está em democratizar a moda. 

 

Consumo 

No caso da Arezzo, Birman contou que a empresa precisa lidar, acima de tudo, com o desejo da mulher – segundo ele, pesquisas indicam que mais de 90% das compras delas são por impulso. Já Flávio, por sua vez, disse que um dos paradigmas que o empreendimento comandado por ele sempre gostou de desafiar foi o da segmentação. “A Riachuelo tem apelo forte do topo até a base da pirâmide (social). Temos a liderança em custos com a cadeia integrada e velocidade para atender o consumidor mais exigente”, contou. 

Durante o evento, os empreendedores ainda abordaram a sucessão de comando. Flávio, por exemplo, assumiu o negócio do pai e Birman passou o comando ao filho. “Conclui que ficando próximo não faria essa sucessão e fiz um movimento um pouco brusco. Retirei minhas coisas e me afastei.” Já Flávio contou que o processo não foi tão sereno assim. “Meu pai é a pessoa que mais admiro, mas foi a pessoa com quem mais briguei na vida”, contou.

Tudo o que sabemos sobre:
Encontro PME

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.