JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

O cafezinho nosso de cada dia, pela web, fica ainda mais sofisticado

Cliente adora perder tempo escolhendo o produto, mas quer muita agilidade para efetivar a compra do produto

Gisele Tamamar, Estadão PME,

27 de fevereiro de 2014 | 06h35

Vender café pela internet não é lá uma novidade. Mas algumas coisas mudaram nesse mercado: os produtos se sofisticaram, as empresas ampliaram o mix de ofertas e novos negócios aproveitam esse segmento como um canal importante de distribuição. A avaliação é do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz.

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As vendas pela web também ganham relevância pela praticidade e conveniência. “Isso tem muito a ver com o perfil do consumidor de café diferenciado. É uma pessoa que gosta de experimentação, perde tempo na escolha, mas não gosta de perder tempo no ato da compra do café”, aponta Herszkowicz.

A internet foi o canal adotado, por exemplo, pelo Martins Café, empresa dos sócios Mariano Martins, Fabiola Filinto e Maira Lopes. Foram, ao todo, três anos de pesquisa e trabalho na fazenda Santa Margarida até o trio encontrar o modelo de negócio ideal para iniciar a operação, em 2011, com a venda do café tradicional e também temperado – moído com algumas especiarias.

A escolha da web se deu por dois motivos. O primeiro por conta do entendimento do mercado. Os sócios não queriam definir um ponto de venda em São Paulo sem antes saber onde o mercado estava. E o segundo: os empreendedores não queriam que o negócio ficasse restrito a São Paulo só porque a marca é paulista.

“Queremos conseguir alcançar pessoas de todos os lugares que gostam de café especial e queiram comprar o produto”, explica Fabiola. O Martins Café comercializa uma tonelada de café por mês, sendo que entre 10% e 12% são vendidos diretamente pela internet ao consumidor.

Por enquanto, a marca não pretende abrir uma loja física. Mas uma cafeteria está nos planos dos empreendedores, que desejam se aproximar dos clientes com a iniciativa. “Talvez um dia, não hoje”, analisa Fabiola.

Já a marca de café Madame D’Orvilliers nasceu de uma oportunidade. A fazenda da família de Marília Faria já produzia café de alta qualidade certificado, em Minas Gerais, para grandes empresas. “Por que vender só matéria-prima se temos um mercado grande?”, questiona.

A loja online surgiu com os pedidos constantes dos clientes. “O pessoal mandava e-mail falando que não encontrava nosso café no mercado e algumas pessoas até vinham buscar no escritório”, conta. A previsão é remodelar a loja virtual em março com a venda de cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso e a inclusão de outros produtos relacionados ao café.

O clube Café sem Fronteiras foi lançado no fim de 2013 para entregar mensalmente o café em cápsulas ou sachês – metade nacional e a outra parte importada. “É muito fácil dar meia dúzia de cliques e achar para comprar. É preciso se diferenciar. Estamos propondo uma experiência de provar e conhecer cafés do mundo inteiro, inclusive do Brasil”, diz um dos sócios, Alexandre Nicolosi.

 

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