José Luis da Conceição/AE
José Luis da Conceição/AE

Número de pedidos de falência entre micro e pequenas empresas cai 21,34% em janeiro

Relatório divulgado pela Serasa Experian aponta bom momento para as empresas de pequeno porte no Brasil

ESTADÃO PME,

06 de fevereiro de 2012 | 08h29

 O número de pedidos de falências de micro e pequenas empresas em janeiro de 2012 apresentou queda de 21,34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados integram relatório sobre o assunto divulgado hoje pela Serasa Experian. Segundo os dados, em janeiro do ano passado, 89 micro e pequenas empresas haviam pedido falência. No mês passado, esse número caiu para 70 pedidos.

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Observa-se redução, ainda, em relação às falências efetivamente decretadas: houve queda de 17,14% em janeiro deste ano em relação ao primeiro mês de 2011 - 35 falências contra 29 no mês passado. No caso das médias empresas, a situação é semelhante. Em relação aos pedidos de falências, houve queda de 3,12%. Mas nas falências efetivamente decretadas, houve aumento: de dois para três pedidos.

Os pequenos empreendedores, entretanto, devem encarar esta notícia com cautela. Afinal, o número de pedidos de recuperação judicial - processo anterior à falência - cresceu. No caso das micro e pequenas empresas, os pedidos salataram de 21 em janeiro do ano passado para 42 em janeiro de 2012. Nas médias empresas, essa alta foi ainda mais expressiva: de apenas um pedido em janeiro de 2011 para 27 no mês passado.

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De acordo com a Serasa Experian, o indicador completo (com a análise de todas as empresas) indica que houve 33 decretos de falência em todo o País em janeiro, contra 41 no mesmo mês do ano passado. Esse número é o menor desde 2005, quando foi editada a nova lei de falências no País. Por isso, os técnicos da entidade afirmam que a situação das empresas brasileiras está melhorando gradualmente.

Essa melhora ocorre por conta da queda dos juros, redução da inflação, perda do fôlego da inadimplência - e empresas e consumidores - e os estímulos ao consumo, que já estariam determinando, na análise da Seasa, um crescimento da atividade econômica.

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