Felipe Rau/Estadão
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Novo foco do Vale do Silício mineiro aponta para o segmento da saúde

Sindicato vai fomentar o surgimento de negócios como o que criou cadeira para o tratamento de pacientes queimados

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo,

19 de dezembro de 2014 | 08h19

Consolidado no segmento de segurança eletrônica e telecomunicações, o próximo movimento do polo de tecnologia de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, é aportar recursos no desenvolvimento de tecnologias ligadas à saúde. Essa, pelo menos, é a ambição de Roberto de Souza Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel).

“Eu acredito que temos experiência para atacar esse mercado, a produção de equipamentos de diagnóstico e demais tecnologias ligadas com a área da saúde”, afirma Souza Pinto.

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Em tese, a esperança do Sindvel é fomentar o surgimento de empresas como a AutHosp, administrada por Diovani Gomes Ribeiro, que desenvolveu na vizinha Itaubá uma linha de cadeiras tecnológicas para auxiliar no tratamento de pacientes feridos e também que sofreram acidentes com queimaduras. “Nosso objetivo é inaugurar um curso de medicina na Inatel (instituto de ensino superior da cidade) para conseguir casar esse conhecimento específico”, afirma Souza Pinto.

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Pesquisa recente da consultoria Accenture aponta que o financiamento em startups do setor deverá quase dobrar nos EUA, passando de US$ 3,5 bilhões em 2014 para US$ 6,5 bilhões em 2017.

Por aqui, os investimentos no setor devem seguir essa tendência. É o que diz Vitor Asseituno, da Empreender Saúde, organização de fomento à inovação. “O mercado dos EUA sabe que saúde é um setor relevante e já existem grandes investidores americanos no Brasil. O investidor brasileiro vai enxergar essa movimentação e olhar em volta”, conta. “Vejo muitas oportunidades, por exemplo, no desenvolvimento de softwares para hospitais. É preciso pensar em como a tecnologia pode beneficiar nosso sistema de saúde.”

Região começou a ganhar força com escola técnica

O investimento em educação tecnológica, iniciado no fim da década de 50 com a instalação de uma escola técnica na cidade, a primeira do tipo na América Latina, está por trás da consolidação de um polo de eletrônica em uma cidade que tinha tudo para permanecer rural. A escola inspirou a fundação de um instituto de ensino superior, Inatel, que abriu as portas em 1965 e que completa uma rede responsável pela mão de obra técnica, abundante e, consequentemente, mais barata de Santa Rita do Sapucaí. Na região, segundo pesquisas, um operário ganha menos de R$ 900. Na Grande São Paulo, o piso da categoria para 50 horas trabalhadas é de R$ 1.073 mensais.

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