Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Nova marca se prepara para inaugurar 54 unidades

Expansão por meio de franquias começou em 2010 e a primeira loja, em São Paulo, será inaugurada em setembro

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

29 de agosto de 2013 | 07h02

Por ser um animal resistente e em constante contato com a terra, o tatu foi escolhido como símbolo da Outer, marca de calçados criada no Rio de Janeiro com oito unidades e expectativa de abrir mais 54 lojas nos próximos cinco anos.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

O negócio surgiu da iniciativa do engenheiro civil Breno Bulus, que viu na criação da rede uma forma de externar sua criatividade e colocar em prática a vontade de ter uma empresa própria. E porque o empresário sentiu, também, falta de um calçado masculino diferenciado.

“Via as lojas trabalhando de uma forma muito tradicional. Isso me motivou a desenvolver uma marca. E acho que não trabalhar com moda foi um diferencial. Isso me permitiu ver todo o processo de design de sapatos com um olhar sem vícios, com um olhar novo”, destaca o empreendedor. Só no ano passado, a empresa registrou faturamento de R$ 12 milhões. Inicialmente, a marca pretendia focar no mercado masculino, mas a força das mulheres levou o empresário a investir também em coleções femininas.

“Mais do que criar uma loja, minha ideia era criar uma marca conceito”, pontua. Conceito esse espalhado em todos os elementos da empresa, do som ambiente ao formato dos calçados.

A Outer trabalha com uma forma mais larga, mais confortável e flexível. “Nem todo mundo gosta porque acha que o sapato fica um pouco amassado. Mas nosso público entende isso como um despojamento”, diz Bulus, que também prefere um couro “mais autêntico, com cara de couro”. O material pode até ter marcas de arranhão de arame farpado e mordida de carrapato, por exemplo.

“Os curtumes passam tanta tinta e química para corrigir esse couro que ele quase vira um sintético. Nós preferimos o que tem o desgaste natural. Acreditamos que isso é mais autêntico”, completa.

Na opinião de Bulus, para um produto virar moda, ele precisa se comunicar muito bem com a realidade que a sociedade está vivendo. Por isso, antes de começar o desenvolvimento de uma coleção, a equipe faz um estudo profundo do cenário econômico, político e social.

“Lógico que olhamos o que as outras marcas estão fazendo, muito mais no sentido de ver se a nossa direção está no caminho certo ou não do que se basear ou replicar os produtos. Com isso, achamos que estamos criando produtos muito contemporâneos e sincronizados com a realidade”, afirma.

Investimento. A expansão por meio de franquias começou em 2010 e a primeira loja, em São Paulo, será inaugurada em setembro no Shopping Morumbi.

Abrir uma unidade exige investimento inicial de R$ 300 mil a R$ 400 mil, fora o ponto comercial. A previsão é de retorno a partir do vigésimo mês – o faturamento médio mensal estimado é de R$ 150 mil. Ainda este ano, entre setembro e outubro, a marca, que tem sapatos com preço médio de R$ 200, vai inaugurar seu e-commerce.

:: Leia também ::

Franquias faturam quase R$ 5 bi com sapatos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.