JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

"Nós temos R$ 80 milhões para aplicar", diz sócio da Vox Capital

Empresário mantém em São Paulo aquele que é o primeiro fundo de capital de risco dedicado para negócios sociais

Renato Jakitas, Estadão PME,

20 de dezembro de 2012 | 06h37

Relatório produzido em 2011 pelo banco JP Morgan estima que nos próximos dez anos empresas especializadas em serviços e produtos para famílias com renda mensal de até US$ 250 (aproximadamente R$ 520) vão movimentar entre US$ 400 bilhões e US$ 1 trilhão em investimentos pelo mundo (de R$ 832 bilhões a cerca de R$ 2,08 trilhões, de acordo com a cotação do câmbio no fechamento desta reportagem).

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

No Brasil, tomando como base apenas os fundos de capital de risco com orientação para negócios de impacto social, há R$ 600 milhões disponíveis. São grupos de venture capital liderados por profissionais como Erik Cavalcante, sócio da primeira gestora de recursos com foco em empresas desse tipo, a Vox Capital. Com R$ 80 milhões levantados junto a investidores estrangeiros e brasileiros, o negócio tem entre os fundadores Antonio Moraes, neto do empresário Antonio Ermírio de Moraes. A seguir, os principais trechos da entrevista com Erik.

Qual o objetivo da Vox Capital para os próximos anos?

Temos como incumbência encontrar seis empresas nos próximos dois anos. Já temos quatro empresas e nossa meta é chegar a 10 empreendimentos.

Quanto vocês têm hoje para investir e qual o tipo de empresa que interessa para a Vox?

Nosso fundo tem R$ 80 milhões para serem aplicados em negócios em quatro pilares de atuação: saúde, educação, habitação e geração de empregos. Nosso foco não é resolver o problema da pobreza, mas no mínimo criar oportunidades. Partimos de uma consideração de que é possível criar empresas sustentáveis, com lucro e, ainda por cima, negócios que valorizem as pessoas que integram as classes C, D e E.

Especialistas reclamam da dificuldade em encontrar bons negócios no setor. Qual é o problema?

No setor de impacto social percebemos que o empresário ainda não tem conhecimento que já trabalha com essa demanda. Mas existe uma teoria de que, fora do radar do Sudeste, está borbulhando esse tipo de empreendimento. Eu acredito que vai se descobrir nos próximos anos essa tendência.

Qual a dica para o empresário atrair a atenção de grupos de investimento como a Vox Capital?

Para aparecer, basicamente, o empresário deve se preocupar com o produto, direcionando a atuação da empresa para a solução de um problema observado em seu público. Um negócio está no caminho se conseguir identificar uma carência na baixa renda e entregar a solução com preço e comunicação acessíveis. O histórico do empreendedor também é importante. Ele pode até não ter lançado uma empresa, mas precisa ter feito algo antes.

:: LEIA TAMBÉM ::

Investidor quer negócio que faz o bem

Fundo de capital de risco abre linha para negócios na Amazônia Legal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.