Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Negócios inusitados: como avaliar se sua ideia pode virar um negócio

Autor do livro Criatividade sem segredos recomenda cautela com a opinião de amigos e  familiares

ESTADÃO PME,

28 de janeiro de 2013 | 06h22

 Café comestível, um delivery inspirado em super-heróis e capacetes para crianças que imitam um  penteado moicano. Esses são exemplos de negócios inusitados que já saíram do papel pelos seus  idealizadores e conseguiram destaque no mercado.

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Ao ler notícias sobre  essas empresas, algumas pessoas podem pensar: por que não pensei nisso  antes ou eu tive essa ideia, mas por que não concretizei? De acordo com Fábio Zugman, autor dos  livros "Empreendedores esquecidos" e "Criatividade sem segredos", o inusitado é o fator de  diferenciação para a pequena empresa ganhar competitividade. Mas como avaliar se a sua ideia pode  virar um negócio?

Zugman afirma que o negócio pode parecer divertido, legal, mas se o objetivo for ganhar dinheiro,  o empresário deve ter um bom modelo de negócio para saber como vai atingir sua meta. "É  importante avaliar o tamanho do seu mercado, quem é seu público. Tem muita ideia boa, mas não tem  mercado ou é restrito ou vai gerar interesse de pessoas que não querem pagar pelo seu produto",  explica.

O especialista aconselha o pequeno empresário a fazer testes controlados, rápidos e baratos para  estudar a viabilidade do negócio. "O ideal é incrementar seu negócio aos poucos e não querer tudo  de uma vez. O conselho é começar pequeno e a medida que o dinheiro vai entrando, e a empresa vai  ganhando clientes, você vai ampliando o negócio. Tem muita gente perdendo tempo esperando por um  ideal", diz.

Mas Zugman alerta para testes com amigos e família. Em aberturas de restaurantes, por exemplo,  acontece do local registrar lotação máxima nas primeiras semanas, mas depois o público  "desaparece". "Não é que desaparece o público. É que no início vai família, amigos e só um mês  depois o empresário vai ver como é o dia a dia da operação com desconhecidos", diz.

Por isso, a opinião de amigos e familiares, apesar de dar uma certa segurança para o  empreendedor, deve se levada em consideração com uma certa dose de cuidado para não se deixar  empolgar. "O empresário pode procurar dentro desse círculo, pessoas que tenham conhecimento do  negócio ou até que possam te dar direções, uma opinião mais técnica", aconselha.

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