Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Negócio fatura R$ 18 milhões com alimento para paciente com restrições

Empresa trabalha com nutrição interal e compostos para alérgicos, por exemplo; 65% das compras são realizadas pelo governo

Renato Jakitas, Estadão PME,

27 de fevereiro de 2013 | 06h34

A baixa escala das vendas e a alta especialização necessária no negócio de nutrição clínica demove o interesse do pequeno e médio investidor por um nicho que nos últimos anos tem demanda crescente dentro de hospitais públicos e privados.

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O empresário Carlos Eduardo Gouvêa, no entanto, descobriu – e apostou – nesse mercado após trabalhar como executivo de uma multinacional que atua no segmento. Com dois sócio, o agora empreendedor montou em 2005 uma importadora e distribuidora para o setor.

Atualmente, a CMW Saúde fatura R$ 18 milhões e mantém entre os clientes secretarias estaduais de saúde e também entidades privadas. “Cerca de 45% do nosso mercado é privado. O restante é público, que concorremos por meio de licitações”, afirma Gouvêa.

A empresa trabalha com nutrição interal, que é administrada por meio de sondas endogástricas, e também com alimentos que precisam ser consumidos por pacientes alérgicos a determinados insumos ou com problemas de metabolismo.

“Também temos algumas linhas de diagnósticos in vitro, como o voltado para identificar contaminações por agrotóxicos”, destaca o empresário.

A CMW importa cinco linhas distintas de produtos da Europa e Estados Unidos. Com sede em São Paulo, a empresa tem filial na Bahia. “A gente está também em países da América Latina por meio de distribuidores. Esse é um mercado de baixa escala e alta especialização. Normalmente, são equipamentos ou tecnologias sofisticadas e não existem fábricas pelo mundo”, conta.

O empresário menciona ainda, como dificuldade do segmento, os habituais problemas na relação com o poder público. “Não é fácil trabalhar com licitação, por isso, a gente procura ampliar o número de clientes privados. Às vezes, você perde uma licitação nos detalhes. O empresário desse ramo precisa se preparar para crescimentos e quedas fora da curva de um ano para outro”, explica Gouvêa. “É por isso que tem de fazer uma estratégia de crescimento sustentável, que contemple esses imprevistos de curto, médio e também longo prazo”, conta.

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A dificuldade do segmento em que atua a CMW é o que especialistas chamam de barreira de entrada. Obstáculos que muitos também enxergariam na ideia do ortopedista Benjamin Apter, que era abrir uma academia.

Mas foi exatamente isso que ele fez. Apter percebeu o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e, com a experiência adquirida em seu consultório, criou com dois amigos a B-active. Trata-se da primeira academia especializada no acompanhamento de idosos que praticam, por necessidade médica ou apenas hábito, atividades físicas.

“Como ortopedista, pude ver muitos pacientes voltarem ao consultório com lesões provocadas por exercícios. As academias não estão preparadas para atender pessoas mais velhas. Elas são adequadas aos jovens”, conta. “Trabalhamos com um cliente muito exigente, o que nos obrigou a montar uma estrutura mais cara”, conclui. Mesmo assim, a iniciativa deu certo e a B-active tem três unidades.

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