Felipe Rau/AE
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Natal será ainda melhor que o de 2010, prevê Fecomercio

Só em SP, varejo deve movimentar R$ 33,8 bilhões no mês de dezembro

Francisco Carlos de Assis, Agência Estado,

07 de dezembro de 2011 | 16h46

 O comércio paulista deve movimentar só em dezembro o equivalente a R$ 33,86 bilhões, resultado que supera em R$ 3,01 bilhões o valor do ano passado. Isso significa, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que o Natal de 2011 será ainda melhor do que o do ano passado, que já tinha sido considerado bom pelo setor.

Só na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), R$ 15,87 bilhões deverão ser gastos pelo consumidor no comércio varejista, segundo o diretor-executivo da Fecomercio-SP, Antônio Carlos Borges. No Brasil, de acordo com ele, o comércio deverá movimentar R$ 122,39 bilhões no último mês do ano. No ano passado, R$ 109,15 bilhões foram movimentados pelo comércio no mesmo período.

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Os valores que devem circular no varejo em dezembro, de acordo com Borges, condizem com a entrada adicional na economia de R$ 83 bilhões com o 13º salário. Pelos cálculos da Fecomercio-SP, um terço desse valor, cerca de R$ 28 bilhões, deve ser destinado para o pagamento de dívidas. Igual parcela deverá ser destinada aos gastos durante as férias e aos compromissos do começo de ano, como matrículas escolares, enquanto outro terço deverá ser destinado ao consumo.

"Assim, cada família brasileira deve gastar, em dezembro, R$ 494 a mais do que nos outros meses do ano", prevê o diretor. Em São Paulo, as famílias deverão gastar R$ 519 entre o Natal e as festas de fim de ano, num total de R$ 6,76 bilhões.

No ano, o comércio varejista do Estado de São Paulo deve ter um crescimento de 4% no faturamento real em 2011 na comparação com o ano passado, apesar do pessimismo no começo do ano devido às previsões de contágio da economia doméstica pela crise externa. Em valores, o faturamento do setor somará R$ 331,96 bilhões, valor que supera em R$ 32,9 bilhões o faturamento real de R$ 299,06 milhões em 2010. São Paulo representa 28,7% do faturamento nacional do setor, que será de R$ 1,15 trilhão neste ano.

O consumo das famílias, que foi mantido apesar da enxurrada de notícias negativas vindas do exterior, foi uma variável fundamental para o desempenho do comércio varejista de São Paulo. "Um dos fatores determinantes para tanto foi o Nível de Confiança do Consumidor (ICC), que permaneceu acima dos 150 pontos ao longo de todo o ano", afirmou Borges.

Emprego e renda ajudaram

A manutenção dos níveis de emprego e renda no decorrer de 2011 também foi importante para o bom desempenho do comércio varejista. A taxa de desocupação, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu em outubro 5,8% da População Economicamente Ativa (PEA). A massa real de rendimentos das famílias cresceu 5,7% neste ano.

"A conjunção dos fatores permitiu o crescimento do consumo sem aumento do nível de inadimplência", afirmou Borges. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da própria entidade, mostra que apenas 41% das famílias estão endividadas na capital paulista. De acordo com a Fecomercio-SP, o nível de inadimplência também é o menor da série histórica. Pelo levantamento da entidade, só 3,3% das famílias afirmam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas.

Outro fator apontado pelo diretor da Fecomercio-SP para explicar o crescimento do faturamento do varejo em 2011 foi a evolução do acesso ao crédito. "Apesar de o Banco Central ter adotado as chamadas medidas macroprudenciais ainda em 2010 e de a taxa de média de juros para pessoas físicas ter subido 5 pontos porcentuais no ano até setembro de 2011, o nível de concessões de empréstimos aumentou mais de 4%, em termos reais, no mesmo período", disse Borges.

Eletrodomésticos e eletrônicos

O segmento do varejo especializado em produtos eletrônicos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e o de lojas de materiais de construção devem liderar o crescimento das vendas neste ano em relação a 2010. Ambos devem ter alta de 10%.

Apenas o segmento de Farmácias e Perfumarias deve registrar movimento anual abaixo do ano passado, o primeiro índice negativo depois de terem acumulado crescimento de 28% nos últimos três anos. "O ciclo aquecido de vendas tem suas bases na conjunção das variáveis positivas determinantes do consumo, como renda e emprego, crédito e confiança do consumidor", diz o diretor-executivo da Fecomercio-SP, Antônio Carlos Borges.

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