Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

"Não há receita de bolo para engajar sua equipe"

Confira entrevista com executivo de RH da Basf e descubra a estratégia dos grandes para administrar pessoas

RODRIGO REZENDE, ESPECIAL PARA O ESTADO,

16 de maio de 2013 | 07h40

 Wagner Brunini está há 30 anos na Basf, uma das maiores corporações do mundo. O executivo iniciou sua jornada na empresa como instrutor de treinamento e, atualmente, exerce o cargo de vice-presidente de recursos humanos para a América do Sul. 

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Por isso, ele traz na bagagem amplo conhecimento e experiência quando o assunto é administrar vidas – e seus conselhos podem servir de aprendizado e inspiração para os empreendedores. Leia a seguir trechos da entrevista concedida por ele ao Estadão PME.

Estadão PME - Quando uma empresa busca talentos ou precisa contratar, o que é mais importante?

Muitas vezes, as pessoas que precisamos estão na própria empresa. Temos de identificar se há profissionais na organização que tenham as competências necessárias para a vaga disponível e, caso não tenham, se elas podem desenvolvê-las. Praticando a promoção estamos contribuindo para o desenvolvimento do profissional e da própria empresa.

Como a busca por funcionários pode ser produtiva?

Planejamento é a palavra mágica. A busca eficiente está em todo o processo de identificar preventivamente em que canal você vai procurar os profissionais que precisa. Por isso, é bom estar sempre bem preparado para situações que exijam novas contratações.

Na sua opinião, o que é mais importante para motivar e reter funcionários?

Não há uma receita de bolo exata para engajar e motivar funcionários, mas podemos elencar alguns pontos importantes: excelência do local de trabalho, relacionamento bom com os pares, oportunidades de desenvolvimento profissional e plano de carreira.

E o que não deve ser feito, aquilo que geralmente dá errado?

Essa é a questão que mais me chamou a atenção e me estimulou a refletir. Um grande erro é quando a empresa não oferece aquilo que prometeu, seja na contratação ou promoção.

A tecnologia também é importante na gestão de pessoas. É isso mesmo?

Sim. O uso de ferramentas tecnológicas traz agilidade para compartilhar informação e transparência. Algumas que estão disponíveis também são importantes pois possibilitam o autodesenvolvimento dos profissionais. Mas é interessante lembrar que a tecnologia não pode substituir o face to face, o estar presente, principalmente para dar feedback ao profissional na organização.

É possível de alguma maneira inovar na contratação de pessoal, no processo de retenção e também na motivação dos seus funcionários?

Sempre é possível inovar, mas não é necessário reinventar a roda. O gestor deve estar antenado com o que acontece no mercado, é preciso saber identificar se o que está sendo feito na empresa está mesmo alinhado com a sua gestão de pessoas. Além disso, ele deve ouvir as pessoas para conhecer o clima organizacional e quais são as expectativas dos colaboradores, individual e também coletivamente.

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