Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

'Não há mais espaço para franqueado em SP', diz fundadora da Sodiê Doces

Franquia vai inaugurar fábrica de salgados para enfrentar a freada no ritmo de expansão da rede e aumentar seu ticket médio

O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2016 | 15h45

Com 20 anos de existência e 260 unidades franqueadas pelo País, a Sodiê Doces atravessa um período de freio nos seus negócios, em função da alta no preço de insumos e da falta de espaço para novos franqueados em São Paulo, o maior mercado da rede, afirmou a fundadora da empresa, Cleusa Maria.

A empresária participou nesta quarta-feira de uma entrevista ao vivo no Facebook para o Estadão PME. Os leitores participaram enviando perguntas.

"Infelizmente não há mais espaço para pessoas que estão fora do mercado da Sodiê em São Paulo. Tomamos uma decisão de deixar esse mercado para nossos franqueados", afirmou.

Segundo Cleusa, com a alta do preço de insumos de produção, como o leite, base das receitas dos produtos da franquia, a empresa teve uma redução na margem de lucro. "Por mês, tivemos um aumento de mais de 20% na base dos nossos produtos. Se o franqueado for repassar tudo que ele recebe do produto, o cliente some da loja", disse a empresária.

Para enfrentar a freada no ritmo de expansão da rede, a Sodiê Doces investiu na construção de uma fábrica de salgados para tentar aumentar seu ticket médio. A unidade fica em Boituva, no interior de São Paulo, com previsão de inauguração para novembro. "Com a fábrica, vamos padronizar os salgados em todas as unidades da Sodiê", disse Cleusa.

Em 2015, a Sodiê Doces teve um faturamento de R$ 218 milhões e, para esse ano, a expectativa é de chegar a R$ 230 milhões. Cleusa Maria afirmou que o custo para se abrir uma franquia da Sodiê é de, em média, R$ 450 mil. De acordo com ela, para conseguir um "retorno bacana" com o investimento, é necessário que a franquia seja instalada em uma cidade acima de 150 mil habitantes.

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