Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Não basta ter um perfil na rede, empreendedor precisa ter cautela para não se arrepender

Ser invisível não é bom, mas querer aparecer a todo custo pode causar prejuízo em vez de ajudar o pequeno empreendedor

Renato Jakitas, Estadão PME,

31 de julho de 2013 | 06h28

O índice de penetração do internauta brasileiro nas redes sociais supera 80%, segundo dados do Ibope. Por si só, o dado já mostra a relevância que o Facebook, Twitter, Instagram e YouTube têm para a divulgação de uma empresa. Mas antes de criar um perfil em uma dessas plataformas, especialistas no assunto recomendam cautela por parte do empresário.

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Sem definir uma estrutura e o planejamento necessários para a ação, é melhor adiar os planos e manter-se fora desse universo. Caso contrário, os riscos de propagar uma imagem negativa superam os benefícios de se ver incluído nessas mídias.

“Eu acho que se for ter um perfil nas redes sociais apenas para ter é melhor nem entrar nessa”, afirma Rodrigo Arrigoni, sócio da agência de monitoramento de redes sociais R18. “Qualquer tipo de canal de comunicação que o empresário abre, corre-se o risco de gerar um tipo de crise exponencial. É preciso definir o que a corporação quer nas redes e como vai atender as demandas desse novo canal. Se algum usuário começa a dialogar com você pelo Facebook, mas você não responde, é o mesmo efeito de divulgar um telefone que ninguém atende ou um endereço que não existe”, conta Arrigoni.

Foi justamente por estar bem atenta do outro lado do computador que a artesã Simone Batista não só manteve, mas ainda impulsionou um negócio que ela já tinha dado por encerrado.

Após descobrir que vender as peças de crochê que ela sabe produzir dava muito mais dinheiro que ensinar outras pessoas a fabricá-las, Simone fechou as portas de sua escola na cidade de Maringá (PR) e abriu a loja virtual Life Baby Sapatinhos. “Mas as alunas continuaram a me procurar e, por isso, resolvi fazer um canal de vídeos no YouTube e deixar minhas aulas lá”, conta.

A ideia não só contentou suas 30 alunas como também atraiu outras 30 mil, agora de diversos lugares do Brasil. “Eu sempre prestava e continuo prestando atenção no que elas pedem e respondo com novos vídeos. Acabou que esse relacionamento virtual cresceu e hoje é um negócio. Os vídeos me ajudam até a alavancar a loja virtual”, afirma Simone, que só mantém o e-commerce aberto cinco dias do mês para encomendas.

“Os clientes me acham por causa dos vídeos e encomendam toda a minha capacidade de produção em cinco dias. A gente espera expandir, mas meus produtos exigem um tempo de produção, às vezes são peças grandes. Não adianta querer crescer muito”, analisa.

Confiança. Para Marcelo Pimenta, professor de gestão de inovação da ESPM, há uma explicação simples por trás do sucesso experimentado por algumas pequenas empresas nas mídias sociais, como é justamente o caso do negócio de Simone Batista. De acordo com ele, o consumidor hoje em dia está mais propenso a experimentar um produto quando ele é indicado por um amigo ou conhecido. Por isso, as mídia sociais despontam como uma ferramenta importante de divulgação.

“Para o empreendedor essas mídias são excelentes. Elas conquistam a custo zero ou muito baixo um status que a empresa não saberia como alcançar de outra forma”, analisa o especialista da ESPM.

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