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Nail bar ganha espaço em São Paulo e já conta até com marca própria de cerveja

Locais que aliam serviço de manicure com oferta de bebidas ganham espaço na cidade

VANESSA BELTRÃO, ESPECIAL PARA O PME,

07 de novembro de 2012 | 06h20

 Junte a satisfação de cuidar das unhas com o prazer de tomar drinks e ouvir música. Esse é o modelo de negócio conhecido como 'nail bar' e que cresce em São Paulo. Sucesso nos Estados Unidos e Europa, empreendedoras brasileiras apostam neste mercado e se sentem realizadas.

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Segundo o coordenador do centro de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, trata-se de um mercado de conveniência que tende a crescer. “O modelo é muito fácil de ser copiado e replicado em qualquer lugar porque a ideia é simples”, completa sobre o potencial de expansão do negócio. Para o especialista, é uma tendência que não tem volta e começa nas grandes cidades e depois migra para as pequenas, assim como dos bairros centrais para os subúrbios.

Um dos mais antigos de São paulo, o Detrich Nail Bar, foi criado há dois anos e meio pela publicitária Juliana Diniz e atende de 70 a 100 mulheres por dia. Entre as particularidades do espaço, que fica em Moema, está oferecer para as clientes uma cerveja de marca própria, a Detrich Bier (R$ 10,50). A bebida foi criada em parceria com um cervejeiro e se tornou uma das preferidas da casa que ainda tem no seu cardápio cervejas importadas. Tudo para transformar a vida da cliente num verdadeiro happy hour enquanto ela faz as unhas e cuida dos cabelos.

A parceria com bares e lanchonetes da redondeza garantem os petiscos e refeições nos momentos necessários. Todos esses serviços são cobrados como extra e trazem mais rentabilidade para o empreendedor. Porém nem tudo são flores, a montagem da equipe é um dos grandes desafios. “Não basta ter cervejas geladas, eu não sou um bar, o meu business é unha e cabelo. Eu preciso ter excelentes profissionais”, explica Juliana Diniz. A dica é oferecer um bom serviço.

Outra empresária que decidiu investir neste ramo foi Alessandra Sudbrack. O espaço na Vila Olímpia para inauguração do A7 Nail bar demorou um ano para ser encontrado. A empreendedora chegou até a participar de feiras da beleza em Londres e nos Estados Unidos. Para a escolha do nome, fez uma pesquisa de marca. “É fácil de lembrar, curto”, diz ela.

Alessandra também não mediu esforços; Nem dinheiro. No nail bar inaugurado em janeiro deste ano, investiu mais de R$ 1 milhão com a reforma do espaço, contratação de consultoria, de empresa de comunicação, compra de softwares, mobiliário e produtos. “Tudo é super exclusivo”, comenta. As clientes sentam em sofás de couro e os mais de 1,5 mil esmaltes ficam expostos em uma prateleira com iluminação de Led para facilitar a visualização. As músicas do ambiente também foram selecionadas por um DJ.

Quem já decidiu expandir no segmento de franchising foi a empreendedora Agnes Cruz. Ela juntamente com a sua sócia Jack Cardoso montaram, no final de 2011, o Cosmopolish Nail Bar no bairro de Pinheiros. O negócio vai bem e, em dezembro, elas já planejam apresentar o seu plano para o ramo das franquias. O investimento inicial foi de R$ 200 mil.

Diferentemente dos outros estabelecimentos, o Cosmopolish não vende bebidas e realiza os serviços apenas ligados as unhas e sobrancelhas. Mas no horário chamado de happy hour, que vai das 17h às 22h, e também aos sábados, os drinks são por conta da casa. A bebida deste mês é o espumante.

Uma das novidades do estabelecimento é a máquina My Nail Club para pintar as unhas. São mais de 40 opções de estampas. O preço do print por unha é R$ 10. “O retorno deste tipo de serviço tem sido muito bacana e o pessoal ficou surpreso com a versatilidade”, comenta Agnes.

A empreendedora foca na criatividade, inovação e excelência de serviços para fidelizar os clientes. “Essa volatilidade da moda é muito positiva. Isso é o que nos inspira, nos guia com relação as cores, formas e tendência”, explica Agnes sobre como são criadas as nail arts. Um dos carros chefes da casa são as unhas inglesinhas (pontas coloridas) e as ombré com toque de glitter. De acordo com a empresária, o ideal é não fujir do conceito do negócio e primar pela qualidade para obter sucesso no ramo dos nail bars.

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