Gabriel Salgado / Friendslab / Divulgação
Gabriel Salgado / Friendslab / Divulgação

Na crise, negócios com serviços para empresas se destacam

Empresas oferecem serviços que otimizam resultados e reduzem perdas de companhias

Lorena Lara, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2017 | 18h43

A crise econômica no Brasil gerou das mais diversas consequências no mercado - desde a alta no setor de reparos, porque consertar é mais barato que comprar novo, até o aumento dos serviços voltados à redução de gastos e otimização do funcionamento de empresas. O crescimento desses negócios foi evidenciado na pesquisa "Os Negócios Promissores em 2017", divulgada pelo Sebrae. Dentre as fatias com maior chance de sucesso estão os chamados "serviços especializados", que incluem assistência advocatícia, de engenharia, comunicação, gestão empresarial, serviços de escritório, apoio administrativo e doméstico. É nessa categoria que entram a Resense e a FriendsLab, duas startups fundadas em 2016 para oferecer serviços e produtos a empresas -- o chamado B2B.

A Resense surgiu justamente por causa da crise econômica. A empresa realiza consultorias de mídia com o objetivo de reduzir custos e melhorar a performance das propagandas, de acordo com  o sócio fundador Eduardo Bueno. "Conseguimos, em média, diminuir em 20% os gastos com publicidade, enquanto otimizamos os resultados em até 50%", afirma. Para ele, o cenário atual da economia favorece pequenos negócios. "É uma oportunidade para startups, porque possuem custo mais baixo, processos ágeis e desburocratizados. Ficam mais competitivas e podem ganhar mercado", afirma.

A FriendsLab é uma startup que oferece aos clientes suporte para que criem suas empresas ou que alavanquem seus negócios. O foco, como explica o sócio Juliano Loureiro, engenheiro e especialista em gestão de projetos, é em marketing. "Nos primeiros meses, costumamos reduzir os custos do cliente. A partir disso, passamos a buscar melhores resultados", revela. Dentre as estratégias utilizadas na otimização, estão a consolidação de uma presença online da empresa e no seu funcionamento interno, utilizando recursos digitais como vídeoconferências.

Para Fernando Nagamatsu, consultor de negócios do Sebrae SP, o crescimento do marketing digital é uma questão prática. "É muito mais fácil o digital do que o físico. É mais rápido, tem maior amplitude, atinge mais pessoas". O crescimento desse tipo de serviço também é consequência do hábito que os consumidores criaram de fazer compras pela internet. "De 2010 para trás, ainda havia resistência dos usuários de comprarem pela internet, de cadastrarem seus dados. Hoje, isso não existe."

Nagamatsu afirma que estes serviços têm sido mais consumidos por pequenas e médias empresas, que passaram a ver a mídia digital como uma necessidade. "Microempresas não têm condições de fazer grandes investimentos, mas nos últimos anos os pequenos negócios cresceram 43% e a inserção deles na mídia digital é muito importante."

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