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Mural da vergonha expõe empresas holandesas sem mulheres na liderança

Companhias só têm seus nomes retirados do levantamento após nomear um diretor do sexo feminino

Estadão PME, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2016 | 05h00

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho mundial não é novidade. Conforme aponta um estudo da consultoria norte-americana especializada em relações de trabalho Third Way, dos 30 empregos que mais pagam, incluindo executivos-chefes, arquitetos e engenheiros de computação, 26 são dominados por homens. Dos 30 que pagam menos, incluindo merendeiras, domésticas e cuidadores de crianças, 23 são dominados pelas mulheres.

Em protesto contra esse fato, um site holandês chamado Deze mannen kunnen geen vrouw krijgen expõe, com o intuito de 'envergonhar', empresas que não tenham qualquer presença feminina em suas lideranças. O portal lista empresas localizadas nos Países Baixos que têm pelo menos cinco diretores, e nenhuma mulher entre eles. 

As 18 empresas mencionados até agora, juntamente com os nomes e fotos de sua equipe de liderança sênior, incluem companhias de reconhecimento mundial como Accell, proprietária da marca de bicicletas Raleigh, e o clube de futebol Ajax.

Para ter seu nome retirado do 'mural da vergonha', a empresa precisa nomear um diretor do sexo feminino e enviar um e-mail com os dados da nova líder para o portal.

A Holanda tem a sétima maior proporção de diretores do sexo feminino na Europa, atrás do Reino Unido em sexto lugar. No País, as mulheres representaram em 2015 cerca de 21% de administração de supervisão das 84 maiores empresas holandesas e apenas 7,8% dos conselhos executivos.

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