Divulgação
Divulgação

Móveis achados no lixo se transformam em produto com potencial no interior de SP

Caçambaria começa a se expandir por meio de licenciamento de marca

Gisele Tamamar, Estadão PME,

29 de outubro de 2014 | 07h05

Os móveis e objetos encontrados nas ruas de Jaú ganhavam uma cara nova nas mãos da produtora Carolina Panini e começaram a chamar a atenção. Tanto que ela resolveu unir o conhecimento técnico em cenografia, a vontade de ter uma empresa criativa e a identificação de uma demanda para criar a empresa Caçambaria.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + :: 

Carolina é formada em artes cênicas e se especializou em cenografia. "As pessoas colocavam muitos móveis antigos de madeira na rua e eu achava um absurdo. Comecei a recolher, inventar técnicas e fazer móveis para minha casa", conta.

Funcionária pública, a produtora resolveu deixar o emprego e investir as economias na Caçambaria. Em dois anos e meio de empresa, ela já conseguiu retirar 3,5 toneladas de produtos das ruas. As peças são vendidas na loja em Jaú, em um espaço próprio na Rua Benedito Calixto, em São Paulo, e em uma loja na Vila Madalena.

:: Leia também ::

Criatividade transformada em negócios

Sucesso na web, Porta dos Fundos quer virar animação

Gastronomia terá espaço de coworking em São Paulo

Feira de moda e acessórios incentiva novos talentos em SP

Kobra avalia com cautela estampar suas obras em produtos

Criatividade é alternativa para agregar valor

Para expandir o negócio, Carolina começou a trabalhar com o licenciamento da marca. A primeira unidade será aberta em Juiz de Fora, Minas Gerais. "As pessoas queriam um formato mais rígido, como se fosse franquia, como se a gente fosse montar um negocio engessado. Mas nossa proposta não é essa. Queremos que as pessoas criem o própria espaço, que tenha uma certa identidade. É caçambaria, mas é Caçambaria daquele lugar", explica.

Com o licenciamento, o investidor paga uma taxa para uso da marca e para aprender as técnicas de reforma dos móveis e objetos. "Apanhamos muito no começo. Recolhíamos um monte de coisa que não dava para consertar. Víamos uma caçamba e enchíamos o carro. Hoje sabemos filtrar e o que dá para fazer com o que", diz Carolina.

"Você é artista e de repente se vê como uma empreendedora criativa dentro de um projeto de trabalho que não tem nada semelhante no mercado. Aqui não tenho uma fórmula. Um dia você consegue criar um monte e no outro dia não consegue criar nada. É um outro segmento. Por isso, que o formato da empresa, como uma empresa criativa, ainda está em construção. Não consigo falar exatamente o que dá certo, o que dá errado. Para hoje a gente dar certo, a gente já deu muito errado", diz Carolina.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.