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Momento difícil para o segmento

Negócios disputam clientes em meio a momento de recuo

Estadão PME

30 de maio de 2016 | 05h00

Os números dos setor aéreo brasileiro são desafiadores. Segundo dados divulgados em abril pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne as maiores companhias do País, a demanda doméstica caiu 12,22%, enquanto a oferta reduziu 10,31%, quando os dados são comparados com abril do ano passado. Há nove meses consecutivos a demanda doméstica vem caindo.

O setor vem sofrendo os reflexos da crise econômica e da desvalorização do real (parte dos custos são em dólares). Este é o cenário pelo qual passam as empresas mais bem colocadas no ranking ‘Escolha PME’. A vencedora foi a Azul, cujo índice de satisfação atingiu a marca de 91,2 pontos – na segunda e terceiras colocações estão duas velhas conhecidas do empreendedor: TAM e Gol atingiram, respectivamente, as pontuações 61,9 e 58,8. Confira a seguir as principais conclusões da pesquisa para o setor.

Azul vence ao focar nos ‘tripulantes’

A companhia aérea Azul não teve nenhuma nota que ficasse no intervalo de insatisfação da pesquisa (notas de 0 a 7). E, também por isso, foi a vencedora da categoria. 

“Estamos muito felizes pelo reconhecimento como a empresa aérea mais bem avaliada pelos pequenos e médios empresários”, diz Sami Foguel, vice-presidente de clientes da Azul. Segundo ele, a posição reflete o trabalho duro dos funcionários, chamados de tripulantes. “Se eles estão motivados e felizes, consequentemente, transmitirão mais confiança e alegria nas atividades diárias, criando um círculo virtuoso nesse relacionamento superimportante para a companhia”, entende Foguel.

Enquanto comemora a colocação no ranking, o executivo se esforça para encontrar meios de driblar a recessão. “Os desafios são comuns a todas as empresas, mas entendemos que se mantivermos o foco no relacionamento duradouro com os clientes, sempre inovando e fazendo o que sabemos fazer de melhor, sairemos mais fortes dessa crise.” 

TAM ocupa a segunda posição

A associação da TAM com a LAN Airlines (LATAM) fortaleceu ainda mais a marca líder do setor aéreo no País. No entanto, na pesquisa PME, a TAM apresentou índice de satisfação de 61,9, um pouco acima da terceira colocada, a Gol (58,8), mas bem abaixo da Azul (91,2). 

Mesmo assim, Igor Miranda, diretor de vendas indiretas da LATAM, acredita que a empresa é bem avaliada pelos clientes. “Nos últimos meses, construindo esta nova experiência única que representa a LATAM, trabalhamos intensamente para assegurar uma operação eficiente e segura. Por isso, a nossa maior atenção ao cliente tem refletido na melhor conectividade disponível em toda a América Latina, além de um novo patamar de excelência, com altos índices de pontualidade.”

A crise – e os meios para driblá-la – também ocupam parte do cotidiano do executivo. “Além de exigir de nós uma oferta de voos mais racional, este é o momento de oportunidade principalmente para fidelizar o cliente”, afirmou.

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