Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Moda íntima se destaca nas franquias e se torna boa opção para a mulher empreender

Mercado nacional ganha espaço e hoje é possível empreender investindo a partir de R$ 170 mil

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

31 de outubro de 2013 | 12h40

As peças de lingerie deixaram de ser, já faz algum tempo, apenas brancas, pretas e cor da pele. Agora, os produtos acompanham as tendências da moda e também movimentam um mercado onde empresas atuam (muito) no sistema de franquias. Por isso, para quem está em busca de uma oportunidade, há redes que pedem investimento inicial a partir de R$ 170 mil. Não é uma exigência, mas as marcas preferem mulheres no comando do negócio.

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De acordo com o diretor de expansão da Hope, Sylvio Korytowski, esse mercado tem até seduzido mais do que o de moda em geral. “É um movimento mundial de uns oito anos para cá. O produto deixou de ser underwear, de simplesmente você vestir debaixo da roupa, para ser um produto de moda”, diz.

O potencial do mercado reflete-se, por exemplo, no número de lojas do setor nos shoppings. “Há três anos existiam duas, três. Hoje, são cinco, seis. E tem até shopping com 18 operações de moda íntima”, afirma Korytowski.

O presidente do Grupo Scalina, Luis Delfim, reforça a força do mercado brasileiro. “O consumidor passou a se importar mais com a roupa íntima”, analisa. De acordo com a análise do executivo, de um acessório básico, a lingerie passou a ter um atributo de beleza, de bem-estar. A segunda onda de evolução ocorreu recentemente – as peças passaram a comunicar a moda e até ficaram à mostra – as alças de sutiãs ajudam a compor o look da mulher.

O Grupo Scalina foca a expansão por meio de franquias da marca Scala, que conta atualmente com 120 lojas. No caso da Trifil, a empresa está em fase de testes para avaliar se vale a pena trabalhar esse modelo de varejo com a marca.

Além do Natal que chega a dobrar as vendas das lojas, o diretor de expansão da Hope aponta outras datas que também têm forte impacto no faturamento. Um exemplo óbvio é o Dia dos Namorados. Mas curiosamente, o desempenho do comércio desse tipo de produto melhora também no Dia das Crianças. “Nesse período temos um aumento de mães que vão comprar brinquedos nos centros comerciais e aproveitamos esse fluxo para aumentar as vendas nas nossas lojas.”

Após atuar como executiva de grandes empresas, Nedja Brim resolveu mudar de área e optou pelo caminho das franquias por se tratar de um modelo de menor risco para quem está começando. A primeira loja dela, da Hope, começou em novembro de 2011 no shopping ABC, em Santo André. Desde então, Nedja abriu mais duas unidades, uma no shopping Anália Franco e outra no Jardim Sul.

“O sucesso da franquia depende da união de três forças: marca, ponto comercial e gestão operacional”, afirma Nedja, que investiu R$ 1,6 milhão para abrir as três unidades em parceria com o marido, Luiz Brim.

A Outlet Lingerie atua no sistema de franquias e vende peças com descontos de até 70%. O empresário Maurício Michelotto enxergou uma carência na área de outlet e a dificuldade dos fabricantes em vender seus estoques. “Unindo o útil ao agradável, tornou-se um negócio atrativo”, destaca. Atualmente, a empresa tem 66 unidades e tem planos para chegar a 300 lojas até 2017.

:: Franquias do setor ::

Hope

Investimento inicial: em torno de R$ 350 mil

Taxa de Franquia: R$ 45 mil

Royalties: não cobra

Capital de giro: mínimo de R$ 100 mil

Taxa de publicidade: 2% gerido pelo próprio franqueado

Faturamento médio mensal: R$ 115 mil

Lucro líquido: em torno de 15% sobre faturamento bruto

Prazo médio de retorno do investimento: 18 a 36 meses

Prazo de contrato: 60 meses

Regiões de interesse: cidades acima de 150.000 habitantes em todo território brasileiro

Área mínima da unidade: 40m2

Funcionários: mínimo 5

Site: www.hopelingerie.com.br

Scala

Investimento inicial: R$ 340 mil

Taxa de franquia: R$ 40 mil

Padronização e mobiliário: R$ 200 mil

Estoque: R$ 100 mil

Site: www.scalasemcostura.com.br

Outlet Lingerie

Investimento inicial: R$ 170 mil a R$ 200 mil

Taxa de franquia: R$ 35 mil

Taxa de royalties: 5% do faturamento bruto

Taxa de publicidade: 2% do faturamento bruto

Capital de giro: R$ 15 mil

Faturamento médio mensal: R$ 50 mil a 60 mil

Lucro líquido estimado:    10% a 15% do faturamento bruto

Prazo médio de retorno:    18 a 24 meses

Prazo de contrato: 60 meses

Número de funcionários: 4 ou 5 por unidade

Tamanho das lojas:  40 m² a 100 m²

Site: www.outletlingerie.com.br

Puket

Taxa de franquia: R$ 45 mil

Investimento médio: a partir R$ 350 mil (exceto ponto comercial)

Royalties: 1,41% sobre o preço de venda

Taxa de publicidade: 2,41% sobre o preço de venda

Retorno do investimento: de 24 a 30 meses

Faturamento médio mensal: R$ 85 mil

Lucro líquido: 10 a 12% do faturamento bruto

Metragem da unidade: a partir de 50m²

Site: www.puket.com.br

Darling

Taxa de franquia: R$30 mil

Investimento médio: aproximadamente R$300 mil

Royalties: 0%

Taxa de publicidade: 0%

Retorno do investimento: aproximadamente 24 meses

Faturamento médio mensal: R$ 80 mil

Site: www.darling.com.br

Jogê

Investimento: a partir de R$ 300 mil

Previsão de retorno: entre 24 e 36 meses

Capital de giro: R$ 50 mil para lojas de 30 metros quadrados

Site: www.joge.com.br

UW Casa das Cuecas

Investimento inicial: R$ 325 mil

Taxa de franquia: R$ 35 mil

Projeto arquitetônico: R$ 6 mil

Sistema Operacional: R$ 4 mil

Estoque inicial: R$ 100 mil

Instalações e equipamentos: R$ 180 mil

Royalties: 5%

Fundo de promoção: 2,5%

Site: www.uwcasadascuecas.com.br

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