Mobilidade ainda é algo distante

Mobilidade ainda é algo distante

Venda de computadores segue alta: cerca de 1,7 milhão ao ano

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

Por mais que o conceito de mobilidade ganhe força, os desktops ainda detêm uma fatia considerável do mercado brasileiro. Dos 4,5 milhões de PCs vendidos no País no ano passado, 1,7 milhão foram desktops. Os números são de um estudo da IDC, e a consultoria projeta um volume semelhante de unidades vendidas para este ano.

Características próprias do Brasil, como a preocupação do empresário com os riscos à segurança que a mobilidade pode trazer, ainda levam muitas pequenas e médias empresas a optar por computadores “fixos”, em vez de notebooks. 

A categoria registrou bons índices de satisfação na pesquisa – a primeira colocada, HP, atingiu 93. Nesta categoria, os produtos em si são, de longe, o principal critério de escolha: 64% das empresas entrevistadas consideram que itens como desempenho, portfólio e prazo de garantia são importantes. Atendimento, segundo driver na lista, foi apontado por apenas 29% dos ouvidos na pesquisa.

HP investe em modelo reduzido

O resultado da HP a deixa não só como primeira do ranking nesta categoria, mas, com 93 pontos, também entre as empresas que conquistaram os mais altos índices da pesquisa. Bruno Ortolani, gerente de Personal Systems, acessórios e PCs da HP, afirma que, diferentemente do que ocorre em outros mercados mais maduros, no Brasil o público corporativo ainda compra mais desktops do que notebooks. “Nos Estados Unidos, por exemplo, as empresas já migraram para o notebook. Aqui isso ainda deve demorar uns três anos.”

Para o gerente, muitas empresas ainda não querem que o funcionário leve o computador para casa. Daí a preferência pelo desktop. “Por mais que se diga que a forma de trabalhar está mudando, quando olhamos para as pequenas e médias empresas esse ainda é o cenário”, afirma. 

A HP tem investido em modelos reduzidos. “Temos a linha Desktop Mini para o mercado PME. É um produto que você pode travar na mesa com um cabo de segurança”, diz. “Vemos como uma solução para empresas que precisam de espaço, mas ainda não querem notebook. O custo também é menor, além do consumo de energia 60% mais baixo.”

Canal para pequenas empresas

Líder do mercado de desktops no Brasil, a Dell ficou em segundo lugar no ranking de satisfação e em primeiro como objeto de desejo. Para Diego Puerta, vice-presidente para Consumidor Final e Pequenas Empresas, o bom resultado é um reflexo da capacidade da empresa de traduzir as necessidades dos clientes em soluções tecnológicas.

“Somos a única empresa no Brasil com um canal exclusivo de atendimento voltado às pequenas empresas”,diz Puerta. “Nos equipamentos, o diferencial da oferta de desktops da Dell está em um portfólio que combina configurações de última geração com recursos de segurança avançados, em uma proposta de valor customizada a necessidades e possibilidades desse segmento.”

Puerta aposta em serviços como o ProSupport Plus para manter os pequenos e médios empresários satisfeitos com a marca. “Trata-se de um serviço de suporte completo oferecido pela Dell para notebooks, desktops, servidores, armazenamento e infraestrutura de TI. Combina as necessidades de suporte mais importantes em um único serviço, reduzindo o tempo de inatividade dos clientes e protegendo ativos e dados mais valiosos.”

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