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Mineiro faz sucesso com doces do tamanho de uma roda de caminhão

Para driblar mercado saturado, empreender faz doces com no mínimo 100 kg e no máximo 500 kg, cada peça

Luiz Felipe Barbiéri, Especial para O Estado,

15 de outubro de 2014 | 07h01

No lugar de uma bagagem lotada de eletrônicos, uma ideia. Foi assim que o empresário mineiro Glaucio Peron voltou de Nova York, em 2004, após visita de uma semana  à Fancy Foods, maior feira especializada no mercado de comidas e bebidas da América do Norte.

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“O meu mote é o de fazer doces do tamanho de rodas de caminhão. Aqui em Minas doce é muito comum, então resolvi apresentar o produto de uma forma diferente”, explica.

A iniciativa surgiu depois de o empresário se impressionar com o tamanho de uma peça de queijo exposta na feira. “Era gigante, branco e redondo,como um queijo mineiro”, conta.

Aliando a tradição da família em produzir as guloseimas ao conhecimento acumulado na área microempresarial, Peron amadureceu a ideia por quatro anos até abrir a Doce da Roça, em Poços de Caldas (460 km de Belo Horizonte), em 2008.

“Eu já tinha uma empresa de biscoitos, a ‘Pedaço de Minas’. Peguei esse capital e chamei alguns tios, mas eu queria de um jeito diferente. Diferencial competitivo que não é percebido pelo consumidor, não é diferencial, é custo”.

Criado na roça até os 12 anos, Peron conservou as receitas caseiras da avó e dos tios e adaptou-as à confecção de peças que variam de 100 kg a 500 kg, produzidas pela única fábrica da empresa.

No cardápio, cocada ao leite com ameixa chilena, pingo de leite com amendoim e abóbora com coco, este último o mais vendido da casa, e eleito o melhor doce do Brasil pelo Festival Nacional de Gastronomia e Culinária Regional.

“Vendemos em torno de 20 a 22 toneladas por mês no atacado (peça mínima de 100 kg). No inverno as vendas sobem 30%”, diz.

São mais de 20 tipos de doces, também vendidos no varejo,  em duas lojas na cidade. Decoradas para reproduzir o ambiente bucólico de uma casa no campo, os estabelecimentos atraem principalmente turistas de São Paulo e do interior paulista.

“Cerca de 60% dos meus clientes são paulistanos. Por isso, queremos expandir a primeira leva da empresa para a capital e para o interior de São Paulo”, afirma.

Franquia. Apoiada pelo Sebrae, a “Doce da Roça” planeja a venda de franquias para janeiro de 2015 e projeta uma expansão média de dez lojas por ano. O retorno do investimento é esperado para até 30 meses.

O aporte inicial é de R$ 250 mil, divididos em taxa de franquia (R$ 40 mil), reforma do ponto e projeto arquitetônico (R$ 110 mil), capital de giro (R$ 60 mil) e estoque inicial (R$ 40 mil), não contemplado o aluguel do ponto.

 

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