Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Micro e pequenas empresas faturaram mais em fevereiro, que neste ano não teve carnaval

A receita total somou R$ 49,4 bilhões

Estadão PME,

25 de abril de 2014 | 11h58

O fato de o carnaval deste ano ter ocorrido em março contribuiu para que fevereiro registrasse com mais facilidade um aumento no faturamento das as micro e pequenas empresas de São Paulo. Segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada mensalmente, comparando com o mesmo mês em 2013, o faturamento dessas empresas aumentou 9,7%. A receita total somou R$ 49,4 bilhões.

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"As micro e pequenas empresas foram favorecidas pelos dois dias úteis a mais que fevereiro de 2014 teve em relação ao mesmo mês do ano anterior, já que o carnaval foi comemorado em março; situações assim permitem maior movimentação para os negócios e suas vendas", afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

 

Comércio foi o setor que obteve o melhor desempenho em fevereiro, segundo a pesquisa, com crescimento de 12,4% do faturamento, comparando com o mesmo mês do ano anterior.  Os serviços apresentaram alta de 7,6% e a indústria, 6,3%.

A capital paulista faturou 11,1% mais em fevereiro, ante fevereiro de 2013, e o interior do Estado registrou crescimento de 10,5%. A pesquisa mostra ainda que a região metropolitana e o grande ABC tiveram aumentos de 9% e 6%, respectivamente, quanto ao faturamento real, no mesmo período.

De acordo com o Sebrae, os resultados positivos quanto ao faturamento real são sustentados pelo mercado consumidor interno. "O consumo no mercado interno tem sustentado as vendas das micro e pequenas empresas, principalmente nos setores de comércio e serviços", diz Caetano.

Expectativas. O Sebrae informa que 51% dos proprietários de MPEs têm expectativa de estabilidade para os próximos seis meses com relação ao comportamento da economia brasileira. Em março do ano passado, esse grupo somava 54%. A parcela dos que acreditam em piora passou de 9% em março de 2013 para 17% em igual mês deste ano.

Na opinião de Caetano, a tendência é que as MPEs acompanhem o comportamento da economia do País como um todo, "que por sua vez deve ter desempenho modesto". "O mercado consumidor interno é quem deve ditar o ritmo do faturamento das MPEs", conclui.

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