Mônica Bento/AE
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Micro e pequenas empresas começam o ano em busca de dinheiro

Empreendedor deve tomar cuidado, principalmente, com a taxa de juros e o valor do empréstimo a ser contratado

ESTADÃO PME,

15 de fevereiro de 2012 | 08h30

Os micro e pequenos empresários iniciaram o ano em busca de dinheiro para seus negócios. De acordo com dados divulgados pela Serasa nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, a demanda por crédito desses empreendimentos cresceu 9,7% em janeiro deste ano em relação ao último mês do ano passado. No caso das médias empresas, a demanda por dinheiro aumentou 2% no mesmo período.

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A necessidade de crédito expõe os negócios de pequeno e médio portes às taxas de juros praticadas pelo mercado. Por isso, é preciso cautela na escolha do tipo de financiamento e também do valor a ser tomado no empréstimo. Errar nesse quesito pode representar prejuízo para o empreendedor.

Ainda de acordo com o indicador, a demanda por crédito nas grandes empresas em janeiro - também na comparação com dezembro de 2011 - apresentou queda de 1,3%. O indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito é constituído a partir da análise de uma amostra significativa de CNPJs: cerca de 1,2 milhão.Eles são consultados mensalmente a partir da base de dados da empresa.

Para ajudar o pequeno empresário a tomar dinheiro emprestado com maior chance de sucesso, o Estadão PME preparou um guia sobre o assunto. Confira:

Escolha adequada

A grande dificuldade de grande parte dos empresários que procuram crédito em bancos é fazer a escolha do produto certo. Independentemente da taxa de juros cobrada, é necessário ter atenção redobrada antes de firmar um acordo bancário.

Segundo Luiz Ricardo Grecco, consultor do Sebrae, ao pensar em tomar um empréstimo para investimentos no negócio, por exemplo, os empresários devem calcular qual o tempo de retorno esperado.

“Geralmente, as pessoas já contam com o lucro que vão ter com as melhorias e se baseiam equivocadamente nisso no momento de parcelar o dinheiro emprestado. Como nem sempre o retorno é no curto prazo, fica difícil arcar com o valor das parcelas, o que gera atraso e cobrança de juros”, diz o consultor, que complementa: “não existe financiamento caro. Existe financiamento inadequado”.

Previsibilidade

Ao recorrer às linhas de crédito oferecidas por bancos para financiar um investimento na empresa, alguns cuidados devem ser tomados para não comprometer a saúde financeira do seu negócio.

De acordo Grecco, consultor do Sebrae SP, o principal erro cometido por muitos empreendedores é buscar crédito em situações em que a empresa já está em uma fase financeira delicada.

“Normalmente o empresário procura financiamentos quando ele não encontra mais nenhuma solução. Na ansiedade de resolver rapidamente, ele dificilmente vai encontrar o melhor produto oferecido pelos bancos. Sem tempo para fazer uma análise correta, ele não encontra as taxas mais vantajosas”, diz Grecco.

Regularidade

Após assumir um compromisso com o banco, é extremamente importante estar em dia com o pagamento das prestações. Segundo Grecco, muitos empresários acabam cometendo um erro crasso capaz de comprometer toda a empresa.

“O maior erro é também o mais comum: fazer um financiamento para pagar outro. Na falta de fundos para cobrir as parcelas de uma dívida o empresário deve imediatamente procurar o banco para renegociar o que foi combinado e evitar a cobrança de juros”, diz o consultor.

A dificuldade de cumprir pagamentos também implica em transtornos como a execução da garantia usada no momento de tomar o empréstimo. A prudência evita a tomada de bens e, consequentemente, os transtornos que isso gera”, diz Grecco.

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