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Mercado se adapta para oferecer coxinhas para todos os gostos

Diversificação de sabores, tamanho e facilidade de entrega são algumas das novidades

Estadão PME,

16 de outubro de 2014 | 07h01

 A coxinha é o quitute mais aclamado do Brasil. Nem mesmo a nossa grande extensão territorial conseguiu fazer com que sua receita sofresse grandes alterações ao longo dos anos. De ponta a ponta do País a base é a mesma. Porém, tal qual aconteceu com outros ícones de nossa gastronomia, ela está atingindo novos patamares. Primeiro, venceu o estigma de comida de boteco e festinhas de aniversário. Daí para virar uma nova febre de negócios foi um passo rápido. Vencida a barreira da informalidade, o quitute vem se mostrando como oportunidade lucrativa. Hoje, além de novos sabores, é possível encontrar locais específicos que atendem necessidades variadas em relação ao salgado.

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Na rua e sobre rodas. Além de ser encontrada em praticamente toda a sorte de comércio, a coxinha agora também está na onda do Food Truk.  O Só Coxinhas é pioneiro nesta modalidade em São Paulo. O investimento inicial do negócio foi de R$ 45 mil,  pago em pouco mais de três semanas de funcionamento. Com demanda em alta, a marca investiu na ampliação e anunciou crescimento de sua frota para três kombis e uma barraca itinerante. Com pouco mais de um mês de funcionamento, a marca registrou índices de crescimento acima do esperado. "Logo na primeira semana, tivemos que correr para aumentar produção e equipe", conta Juliana Nagy, sócia do empreendimento.

Gourmetização em franquia. A rede de franquias Coxinha du Chef já conta com 12 lojas na capital e na Grande São Paulo e tem outras seis unidades prestes a entrarem em funcionamento. A especialidade da rede são os cones com 12 unidades de minis coxinha, vendidos a R$ 3,50, preço que visa atrair o público de ruas populares. Segundo o empresário Renato Iarussi, idealizador da ideia, a rede vende 480 mil salgados por mês e fatura R$ 250 mil no mesmo período.

Delivery. O Veloso, bar que ganhou fama em São Paulo justamente pela qualidade das coxinhas, passou a oferecer o serviço de entrega do seu quitute carro chefe. Agora, os clientes mais impacientes com as filas de  espera por uma mesa podem receber no conforto do lar o petisco. A ideia foi colocada em prática depois de os sócios do estabelecimento perceberem que existia demanda e também pelo aumento dos pedidos 'para viagem', antigamente feitos no bar.

Apresentação. A aposta da padaria Panetteria, situada na zona norte de São Paulo, foi a criação de uma coxinha de um quilo. O quitute gigante custa R$ 32,90  o que aumentou a clientela em pelo menos 10%. O quitute gigante custa R$ 32,90. No mês em que a supercoxinha entrou no cardápio, foram vendidas mais de três mil unidades, o que aumentou a clientela em pelo menos 10%. Neste período, o salgado gerou um faturamento de cerca de R$ 100 mil e sua atratividade duplicou as vendas das coxinhas tradicionais. O tamanho virou oportunidade para a Panneteria. Já o Bar du Portão 5, famoso em São Paulo por ser um dos atrativos do Mercado Municipal com o tradicional sanduíche de mortadela, aproveitou a carona da fama que o embutido conquistou. Agora, é possível encontrar coxinha recheada com mortadela. O produto custa R$ 7.

Tradicional, pero no mucho. Um dos pioneiros em loja de nicho, a Santa Coxinha, localizada na Zona Leste de São Paulo, está no mercado há 31 anos e orgulha-se de ser um negócio tradicional, sem franquias e filiais. Os frequentadores são atraídos por seus mais de 50 recheios diferentes, alguns bastante exóticos, como feijoada e costelinha. Tem ainda as coxinhas que não levam massa tradicional, como a ‘Delícia de camarão’ e a  ‘Delícia de bacon’. Elas levam catupiry e são revestidas por uma casquinha. Embora não divulgue o faturamento, a empresa garante que o negócio é lucrativo. "Nunca cortaram nossa eletricidade", brinca o gerente do estabelecimento, Fernando Júnior.


 

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