Fabio Motta/AE
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Mercado reduz estimativa de crescimento do PIB para 2012

Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, também reduz projeções para o IPCA de 2012; mediana para o índice saiu de 5,31% para 5,30%

Célia Froufe, da Agência Estado,

16 de janeiro de 2012 | 13h21

 Analistas do mercado financeiro reduziram suas estimativas para o crescimento do País neste ano. De acordo com o relatório de mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central, a mediana das projeções para o período passou de 3,30% para 3,27%. Há quatro semanas, estavam prevendo expansão de 3,40%.

Para 2013, informação que passou a constar com destaque na divulgação da autoridade monetária a partir de hoje, a expectativa é a de que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 4,20%, como já constava na semana passada. Há um mês, no entanto, a estimativa mediana era de um crescimento do Brasil de 4,40%.

A projeção da relação dívida/PIB também se manteve em 35,90% para 2013, conforme o documento. Há quatro semanas, estava em 35,95%. Para este ano, a mediana das estimativas passou de 37,40% para 37,00%. Há um mês, estava em 38,00%.

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Inflação

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá o rumo da taxa básica de juros (Selic), o mercado financeiro reduziu as projeções para o IPCA de 2012. A mediana para o índice saiu de 5,31% para 5,30%. Esta é a sétima vez consecutiva que os economistas que enviam suas estimativas para o Banco Central reduzem as previsões para a inflação oficial do País. Há quatro semanas, a mediana estava em 5,39%.

Pela primeira vez, o Banco Central dá destaque em seu relatório semanal Focus às estimativas do mercado para as variáveis de 2013. No caso da inflação, a mediana das projeções não sofreu variação, ficando em 5,00%. Há sete semanas, de acordo com a autoridade monetária, as previsões para esse indicador estão estacionadas nesse patamar. No caso das previsões suavizadas para o mesmo indicador 12 meses à frente, as expectativas passaram de 5,38% para 5,32%. Há um mês, a mediana estava em 5,40%.

A inflação oficial do País será menor do que o esperado inicialmente pelos analistas do mercado financeiro no primeiro bimestre deste ano, segundo o relatório de mercado Focus. Pelo documento, a mediana das projeções para o IPCA de janeiro recuou de 0,59% para 0,57%. Há um mês, estava em 0,60%. Para fevereiro, a estimativa mediana recuou de 0,60% para 0,59%. Há quatro semanas, estava em 0,61%.

IGP-M

A mediana das projeções do mercado financeiro para o IGP-M deste ano recuou de 5,07% para 5,01%. Com isso, há continuidade de trajetória de queda das estimativas, já que há um mês a previsão era de que o índice que reajusta os contratos de aluguel terminasse 2012 em alta de 5,17%.

Para 2013, porém, o mercado voltou a elevar seus prognósticos para o IGP-M, passando de 4,92% para 4,94% na última semana. Há um mês, a mediana coletada pelo BC para o indicador era de uma taxa de 4,80%.

No caso do IGP-DI, houve pouca variação. Para 2012, a mediana das expectativas passou de 5,00% para 4,99%. Há um mês, estava em 5,03%. Para 2013, a taxa mediana segue em 4,90% há nove semanas.

Produção

O BC também informou, por meio do relatório Focus, que a produção industrial brasileira vai ter menos fôlego este ano do que o projetado há uma semana. A mediana das estimativas para o crescimento do setor caiu de 3,43% para 3,31%. Há um mês, a mediana estava em 3,46%. Para 2013, o mercado espera que a produção industrial avance 4,00%. Esta estimativa vem sendo colhida pela autoridade monetária há seis semanas.

A alta dos preços administrados, por sua vez, também será menor em 2012 do que o esperado na semana anterior. Esse conjunto de preços deverá registrar alta de 4,20%, ante estimativa de 4,50% colhida uma semana antes e que também já constava há um mês. Para 2013, o mercado não altera suas projeções para esse indicador há nada menos do que 101 semanas. Para os analistas, a taxa será de 4,50% no ano que vem.

Câmbio

Segundo a mediana das estimativas do mercado colhidas pelo BC, o dólar deve terminar o ano cotado a R$ 1,78,. Há uma semana, o prognóstico dos analistas era de que o câmbio encerrasse 2012 em R$ 1,77. Há um mês, a cotação estava em R$ 1,75 e é exatamente neste patamar que os analistas de mercado acreditam que a moeda encerrará o próximo ano. Esta expectativa está há seis semanas em vigor.

Já a taxa média de câmbio foi mantida pelo mercado financeiro para este e para o próximo ano. Para 2012, a variável mediana está em R$ 1,79 e, para 2013, em R$ 1,75. Há um mês, os analistas previam que o dólar médio ficasse em R$ 1,78 e R$ 1,73, respectivamente.

O déficit em conta corrente deverá ficar maior este ano do que o previsto há uma semana pelo mercado. A mediana das projeções para o indicador em 2012 passou de um saldo negativo de US$ 66,40 bilhões para US$ 66,45 bilhões. Mesmo assim, segue mais baixo que o previsto há um mês (déficit de US$ 68 bilhões). Para 2013, a expectativa de um déficit de US$ 70 bilhões prossegue há 21 semanas.

Os prognósticos se deterioraram acompanhando a piora das estimativas para o saldo da balança comercial este ano. A mediana das projeções do mercado passou de um superávit de US$ 19,40 bilhões para US$ 19,10 bilhões. Há um mês, estava em um saldo positivo de US$ 17,95 bilhões. Para 2013, porém, o mercado elevou a mediana das projeções para os negócios internacionais, passando de US$ 12,68 bilhões para US$ 14 bilhões, exatamente o valor que constava do relatório divulgado há um mês.

No caso dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), o Banco Central detectou que o mercado mantém a estimativa de entrada de US$ 55 bilhões este ano, mesmo valor verificado na pesquisa anterior. Há um mês, a mediana estava em US$ 54,50 bilhões. Para 2013, a mediana das estimativas voltou para US$ 54,60 bilhões, mesmo patamar verificado há um mês. Na semana passada, a mediana chegou a subir a US$ 55 bilhões.

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