Mercado eleva projeção de inflação

Perspectiva para a inflação avançou de 6,26% para 6,28%; crescimento do PIB será menor neste ano

Agência Estado,

22 de agosto de 2011 | 14h10

Diante do aumento da preocupação com o ritmo da economia global, as projeções para o crescimento do Brasil vieram mais fracas no boletim Focus desta semana, que compila a opinião de 100 analistas de mercados. O Banco Central deve enfrentar dificuldades em manter o ciclo de alta do juro. Assim, a perspectiva para a inflação subiu.

De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,26% para 6,28%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

A projeção para a inflação em 2012 foi reduzida de 5,23% para 5,20%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto de 2011 subiu de 0,27% para 0,30%. A estimativa para o IPCA de setembro foi elevada de 0,35% para 0,37%.

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 3,93% para 3,84%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 4%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 caiu de 3% para 2,96%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de 4,30% para 4,34%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,50% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 também seguiu em 12,50% ao ano.

Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 foi mantida em R$ 1,60. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio foi mantida em R$ 1,65.

Contas externas

A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste ano seguiu em US$ 57,97 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos estimado subiu de US$ 68,25 bilhões para US$ 68,90 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2011 subiu de US$ 22 bilhões para US$ 22,8 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial foi elevada de US$ 10,85 bilhões para US$ 12,10 bilhões.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões.

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