Clayton de Souza/AE
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Mercado de franquias oferece opções para quem deseja empreender e ainda preservar a natureza

Consumidor está cada vez mais preocupado com essa questão; estratégia pode gerar bons negócios

CRIS OLIVETTE, OPORTUNIDADES,

07 de maio de 2012 | 08h21

Quem deseja aliar empreendedorismo e proteção ambiental vai encontrar no mercado de franquias opções de negócios verdes. A loja de produtos naturais Mundo Verde, por exemplo, é pioneira no segmento. Criada em 1987 em Petrópolis (RJ), aderiu ao franchising em 1993 e fechou 2011 com faturamento de R$ 205 milhões.

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A marca possui 200 lojas no Brasil e duas em Portugal, por onde circulam 150 mil pessoas por dia. “Até o final de 2012 serão seis lojas em Portugal. Para 2013, nossa meta é chegar a mais países europeus e a outros continentes”, diz o gerente regional de São Paulo, Gerson Torres. Segundo ele, 80% dos sete mil itens vendidos na rede são fornecidos por micro e pequenos empreendedores.

Para montar uma loja de rua com 60 m², Torres informa que são necessários entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. O valor inclui taxa de franquia, projeto arquitetônico, marcenaria, produtos para compor o estoque inicial, marketing e treinamento. Além disso, é preciso ter entre R$ 30 mil e R$ 50 mil de capital de giro. “A previsão de retorno ocorre entre 24 e 36 meses e o faturamento anual de novas unidades é de R$ 110 mil, com lucratividade de 13%.”

Transformada em franquia há pouco tempo, a marca Nação Verde, que desenvolve e comercializa produtos 100% naturais e orgânicos sem cobre, petróleo ou enxofre, conta hoje com duas lojas franqueadas e planeja fechar 2012 com 50 unidades distribuídas pelo Brasil.

Segundo o proprietário, Ricardo Cruz, é possível ser um franqueado investindo entre R$ 98 mil e R$ 190 mil. O valor varia conforme a modalidade da operação, que pode ser varejo convencional, e-commerce integrado e mini atacado.

O custo inclui projeto arquitetônico, taxa de franquia, computador e software com e-commerce integrado. A ferramenta permite ao franqueado controlar a entrada e saída de produtos tanto na loja virtual quanto na física. O pacote inclui, ainda, sistema que dá ao empresário total controle de gastos, vendas, faturamento e lucro. “Nós adotamos a sustentabilidade em todas as etapas, isso inclui pisos e gôndolas que são feitos com material reciclável”, afirma Cruz

Em breve, outra opção de franchising estará disponível em dois formatos – loja e spa. A novidade é da Surya Brasil, fabricante de cosméticos naturais e orgânicos. Depois de atuar durante 14 anos apenas como fabricante, a empresária Clélia Angelon abriu, há três anos, o Espaço Surya, que funciona como um SPA de tratamento de beleza, utilizando sua linha de produtos.

A decisão de virar franchising foi tomada atendendo a apelos de clientes. “Recebemos pessoas de todo o Brasil e do exterior e todos queriam que houvesse um espaço desse tipo em suas cidades”, conta Clélia. Ainda em maio a empresária vai inaugurar sua primeira loja em um shopping de São Paulo. “Esse projeto piloto vai servir para definir o padrão que as franquias deverão adotar e os custos da implantação.” Clélia conta que o Espaço Surya também será franqueado. “Até o final do ano teremos uma unidade na Índia e outra em Nova York.”

Segundo a empresária, a Surya é líder no mercado de coloração à base de henna. “Nossos produtos são exportados para mais de 30 países. Acredito que a aceitação ocorre porque cumprimos exigências de instituições certificadoras como Ecocet, Vegan, Pet e Cosmobio.” A empresa também detém dois prêmios Greenbest, concedido a iniciativas sustentáveis.

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