Andre Lessa/AE
Andre Lessa/AE

Mercado de esmaltes abre espaço para pequenas empresas brasileiras

Entenda quais são as oportunidades e leia dados do setor que não estão na matéria impressa

ligia aguilhar, estadão pme,

28 de setembro de 2011 | 13h46

Quando a poderosa grife francesa Chanel apostou no lançamento de esmaltes, em meio a crise econômica de 2008, criou uma ‘febre’ mundial pelo produto que só no Brasil levou o setor a crescer em média 30% ao ano. Em 2010, por exemplo, a receita anual do segmento chegou a R$ 500 milhões, segundo dados da consultoria Nielsen.

O produto se tornou acessório de moda e a mudança de hábito das mulheres - 86% delas esmaltam as unhas uma vez por semana, segundo pesquisa do Instituto TNS e da Mundial Impala - transformou o Brasil no segundo maior mercado consumidor de esmaltes do mundo, atrás dos Estados Unidos.

Essas mudanças beneficiaram pequenas empresas como a Big Universo. A receita do empreendimento cresceu 100% em três meses com o lançamento no Brasil de esmalte idêntico ao verde Jade, desenvolvido pela própria Chanel. Ainda alavancaram as vendas da empresa o Matt Plus, primeiro esmalte fosco brasileiro. Resultado: a notoriedade garantiu ao negócio faturamento de R$ 4 milhões, segundo Clarissa Ezaki, diretora e herdeira da empresa.

Outras pequenas companhias seguiram o mesmo caminho, embora atualmente tenham de lidar com a forte concorrência do setor, ainda dominado pelas grandes empresas. Para se diferenciar, elas buscam inovar. “Nossa estratégia é assumir riscos e apostar em novidades para ver a aceitação do público, algo que as grandes marcas não conseguem fazer rapidamente”, conta Clarissa.

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Vincenzo Barella, fundador da empresa Speciallità, apostou nos esmaltes holográficos em sua recente coleção. Há dois anos, o empresário começou a investir em cores ousadas e no lançamento de produtos conforme o calendário da moda. Resultado: o faturamento da sua empresa cresceu pela primeira vez em dez anos e se aproximou de R$ 1 milhão.

Ele também fez parcerias com estilistas e obteve o licenciamento para batizar uma coleção com o nome de uma novela. Com isso, a Speciallità chegou a 600 pontos de venda. “É um segmento com muito espaço desde que a empresa faça um bom trabalho e traga novas tecnologias”, resume o empresário. Mas ele ressalta: esse não é um ramo para aventureiros.

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Pedro Goulart, por exemplo, lançou sua própria marca, a Mohda, após 15 anos de experiência em uma das maiores companhias de esmaltes do País. Um dos seus segredos do empreendedor é lançar novas coleções a cada três meses. “Em 30 dias eu consigo atender a demanda por uma nova cor ou textura”, conta.

Outra estratégia do empresário está na internet. Com o boom dos esmaltes, surgiram na rede blogs especializados no assunto. Eles apontam tendências e fazem avaliações dos produtos. Goulart não desprezou esse movimento, pelo contrário. “Crescemos muito por causa disso. Temos parceria com 36 blogs que não cobram nada para emitir publicamente sua opinião sobre o produto.”

Exclusivo para o site

Conheça números do setor e dos hábitos de consumo de esmaltes no País que não estão publicados na 3ª edição do Estadão PME.

37%

foi o crescimento do setor de esmaltes em 2010, segundo pesquisa da Nielsen. No ano anterior, o segmento já havia registrado alta de 31%. expectativa é de que o bom momento continue em 2011.

R$ 500 milhões

é o valor aproximado do faturamento obtido pelas empresas do ramo durante o ano passado. Em 2009, quando ocorreu o ‘boom’ do setor, a receita foi de R$ 330 milhões.

86%

das mulheres brasileiras esmaltam as unhas uma vez por semana, aponta pesquisa do Instituto TNS. Segundo os dados, 14% delas usam o produto duas vezes por semana.

35%

dos homens consultados em pesquisa afirmaram que fazem as unhas, no mínimo, a cada 15 dias. As manicures são escolhidas para o serviço por 21% dos entrevistados.

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