Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Mercado árabe inspira dupla de empresários a investir R$ 6 milhões

Proposta de loja é vender produtos de R$ 2 a R$ 3 mil; para especialistas, essa variedade é o maior desafio do negócio

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

03 de dezembro de 2013 | 06h50

Inspirada nos mercados árabes, a loja de presentes SouQ é a nova aposta dos empresários Traudi e Bento Guida. Mãe e filho, eles investiram R$ 6 milhões no negócio, uma loja que vende de pipoca a objetos de decoração luxuosos.  

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Essa diversidade, inclusive, é apontada por especialistas em empreendedorismo como o principal desafio do negócio, que também terá de passar pelo crivo do público brasileiro, não habituado a esse tipo de loja. 

De acordo com os empreendedores, são mil itens à venda, com preços entre R$ 2 e R$ 3 mil, no espaço que será inaugurado hoje no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A primeira unidade servirá de laboratório para entender a velocidade de crescimento do negócio, mas os planos incluem a abertura de mais duas ou três lojas em 2014. A expectativa dos empresários é faturar R$ 6 milhões no próximo ano.

A diversidade proposta pela dupla, vale lembrar que Guida criou a marca Le Lis Blanc, permite ao negócio vencer uma carteira por R$ 29, mas também objetos da marca L’Objet que chegam a custar R$ 1 mil.

Os empreendedores também apostam na importação – 95% dos itens são de outros países e apenas os produtos de vestuário são efetivamente produzidos no País.

A maioria dos itens (90%) será de marca própria. “Com produtos desenvolvidos por nós, colocamos nosso estilo e conseguimos aliar um produto mais exclusivo a uma margem maior”, explica Bento, que cuidará da parte operacional do negócio – Traudi vai administrar os itens à venda e cuidar do visual do estabelecimento.

Para conquistar espaço, Bento explica que a proposta é apostar na experiência de consumo – essa estratégia fica clara por conta da arquitetura projetada para a SouQ e até na disposição misturada dos produtos. “E o principal, a relação de custo-benefício para o consumidor tem que ser boa para ele comprar e sair da loja sem culpa.”

Análise. Para Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do Provar/Ibevar, a variedade de itens é um ponto forte da nova marca, mas ao mesmo tempo que é uma qualidade, é também desafiador gerenciar com eficiência um grande número de produtos.

“Acredito que tem espaço para uma operação dessa natureza com produtos diferenciados”, destaca Felisoni.

Outro desafio para os sócios, na opinião do coordenador do Centro de Criatividade e Empreendedorismo da Faap, Marcos Hashimoto, é adequar o modelo de negócio na cultura brasileira. E isso nem sempre é fácil.

“Uma das grandes dificuldades que vemos em empresas que importam modelos eficientes é a tropicalização (adaptação da proposta para o gosto do consumidor brasileiro). Até que ponto esse modelo vai funcionar como lá fora e pode ser adaptado no Brasil”, pontua o especialista.

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