Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

"Medo é bom, mas é preciso controlá-lo", diz dono da Anhanguera

Antonio Carbonari Netto defende que a confiança do empreendedor é fundamental

renato jakitas, estadão pme,

15 de novembro de 2011 | 06h35

Faz 15 anos desde que Antonio Carlos Carbonari Netto abriu mão da carreira de professor para fundar a Faculdade Anhanguera, no interior de São Paulo. A decisão transformou não apenas a sua vida, mas também os rumos do mercado de ensino superior no Brasil.

Por isso, é natural que a mudança tenha causado algum receio no empresário. “Eu não vou dizer que não tive ou não tenho medo das minhas atitudes. Tenho muito (medo), só não demonstro. Engulo uns 80% e deixo transparecer os outros 20% que restam”, conta o dono do maior grupo de universidades da América Latina, com 400 mil alunos matriculados em 73 campi diferentes.

Controlar a inquietação diante do novo é, na realidade, uma de suas lições para alcançar o sucesso. “O empresário que tem medo é aquele que raciocina na frente e enxerga o perigo. Esse é um bom sentimento. Mas é preciso controlá-lo para dar certo.”

A dica tem a ver com a história do empresário. Para consolidar o modelo de ensino da Anhanguera - o que ajuda a explicar o sucesso do negócio - Carbonari Netto confrontou ‘verdades absolutas’ do setor e deparou-se com o preconceito dos colegas.

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“Na época, as faculdades formavam para a vida. Mas o que é isso? Não é nada. Focamos nos alunos das classes C e D, tiramos meia dúzia de disciplinas da grade que não serviam para nada e preparamos um currículo voltado para o mercado de trabalho. Muitos professores torceram o nariz, mas deu certo e 94% dos nossos formandos saem da faculdade empregados.”

No empreendedorismo, diz ele, também é preciso exercitar o faro para novas oportunidades. “Quando percebi que a Anhanguera ia bem na terceira, na quarta cidade, pensei: ‘opa, isso aqui está cheirando a escala’. Aí nos preparamos para estender o negócio para mil cidades. Atualmente, ainda estamos em 75 municípios.”

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