Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Medidas de estímulo à economia pedem revisão de plano de negócios

Pacote de incentivo ao consumo pode exigir aumento dos estoques e da contratação de funcionários, impactando no caixa das pequenas e médias empresas

Ligia Aguilhar, Estadão PME,

02 de dezembro de 2011 | 07h00

Os pequenos e médios empresários devem rever seus planos de negócio para o fim do ano, após o anúncio do pacote de medidas de estímulo à economia pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, na quinta-feira, dia 1. Os efeitos da medida, como o aumento das vendas da indústria e do comércio, pode fazer com que o empresário precise repor os estoques antes do previsto e reforçar o quadro de funcionários para dar conta da demanda, o que vai impactar no capital de giro. “É hora de rever as contas e ver se o caixa tem condições de aguentar essa demanda ou se a empresa pode necessitar de financiamento para sustentar sua operação”, alerta o consultor financeiro da Blue Numbers Consultoria, Márcio Iavelberg.

Segundo ele, os empresários devem considerar ainda que as grandes empresas tendem a exigir prazo maior para pagamento dos fornecedores. “Será necessário pagar funcionários e o estoque sem ter recebido. Assim, ou o administrador investe dinheiro do próprio bolso ou recorre a um financiamento agora para não correr o risco de quebrar pelo excesso de vendas”, afirma Iavelberg.

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Já o sócio sênior da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza, Luiz Góes, recomenda que as empresas adequem os preços e divulguem de forma clara o impacto positivo do pacote para os seus consumidores. “As grandes empresas estão fazendo isso muito rapidamente, especialmente as varejistas, por isso, os pequenos negócios precisam comunicar muito bem que seus preços foram reduzidos na mesma medida para não perder mercado”, diz.

Pacote anti-crise As medidas de estímulo à economia do governo incluem a redução de imposto na linha branca, diminuição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mudanças na construção civil e no mercado de capitais, até março de 2012. Para Góes, o pacote vai incentivar o consumo e movimentar o mercado, antecipando as compras que seriam feitas em janeiro e fevereiro. Ao mesmo tempo, ele impulsiona a indústria que viu seus resultados decrescerem no terceiro trimestre.  “É uma medida de precaução e não de correção como ocorreu em 2008”, avalia.

 

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