Máxima inovar ou morrer ganha força na crise

Máxima inovar ou morrer ganha força na crise

Primeiro módulo sobre Encontro PME Inovação discutiu a importância de buscar o novo como diferenciação

Marco Bezzi, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2016 | 15h21

O encontro realizado pelo Estadão PME com o apoio da HP no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) reuniu uma dezena de empreendedores e especialistas com um único objetivo: discutir a inovação como motor do empreendedorismo no País. Por isso, o primeiro módulo discutiu 'O desafio de trazer a inovação para dentro da empresa' e contou com a participação de Renato Valente, country manager da Telefónica Open Future no Brasil e diretor da Wayra, Marcelo Frontini, diretor de pesquisa e inovação tecnológica do Bradesco e Fabiano Takahashi, diretor de personal systems da HP Inc. Brasil.

Takahashi abriu o módulo falando sobre a necessidade de todos os funcionários da empresa estarem conectados com a mesma ideia para que a inovação seja amplificada por todos os departamentos. Frontini, por sua vez, destacou que o espírito de fazer acontecer e olhar para o mercado e para players importantes são etsratégias importantes no processo de inovar. "Ouvir sempre, falar e tentar trazer pequenas startups para a discussão é um dos conceitos do InovaBRA".

"O processo todo para trazer a inovação para uma grande empresa é ainda caótico", segundo opinou Renato Valente. “As empresas estão acordando. Você tem de ser uma espécie de vírus e ir contaminando as pessoas”, afirmou Valente ao falar sobre como espalhar a inovação pela empresa.

Crise. Sobre a atual crise econômica e política brasileira, Takahashi ponderou que esse é um dos grandes dilemas das empresas, mas que elas não podem parar de inovar e buscar uma diferenciação no mercado. “Para ganhar mercado e aumentar a rentabilidade é necessário fazer algo diferente. O importante é dimensionar o risco. Mas quem não inovar não vai sobreviver.”

A crise, entretanto, não afeta os investimentos, pelo menos na opinião de Valente, da Telefónica. Ele cita a crise nos Estados Unidos, em 2008. Nessa época, segundo o especialista, surgiram duas inovações disruptivas - o Uber e o Airbnb. “A Troca Fone, por exemplo, surgiu num momento de crise. Isso não é exceção.  Takahashi, inclusive, lembra que há muito mais gente empreendendo com o crescente índice de desemprego no País.

“As pessoas têm o dinheiro da rescisão e podem apostar em montar um negócio próprio. Já de acordo com Frontini, o empreendedor tem de ser criativo e inovador. “O Sebrae, por exemplo, está sempre próximo da pequena e média empresa, e ela tem de ser agressiva”. É importante também ter um mentor, alguém mais experiente para ajudar. E nunca se esquecer de estudar muito, pesquisar, ler muito. “O brasileiro acha que apenas com muita criativade é possível dar certo, mas quem inova tem de ir muito além ”, finaliza Fronti.

Esporte. A inovação também foi comparada ao esporte pelo executivo do Bradesco: “É superação, é olhar para o outro atleta para entender as mudanças. Inovação pode ser organizada. Após uma grande tempestade, o rio volta para o seu leito normal”, analisou Frontini. 

Mas como o empreendedor, das mais diversas áreas e dos mais diferentes portes, pode se aproximar de startups e, consequentemente, de suas soluções inovadoras. O Bradesco, e sua incubadora de aceleração, oferece como principal item de atração seus 70 milhões de clientes. Há ainda um processo de imersão das startups de cinco dias para acelerar e estabilizar as ideias. 

 

 

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