JB Neto/AE
JB Neto/AE

Marca regional de tubaína ganha público fiel na capital

Tubaína Bar foi lançado em 2009 nas proximidades da Rua Augusta, em São Paulo

Renato Jakitas, Estadão PME,

28 de setembro de 2012 | 14h20

O clima nostálgico e a estética das marcas regionais de refrigerantes ajudaram duas amigas a estrearem como empresárias na cidade de São Paulo. O Tubaína Bar foi lançado em 2009 nas proximidades da Rua Augusta e o local permanece com boa frequência de público três anos depois da inauguração.

“Eu queria montar um bar e minha sócia oferecer uma carta de tubaínas que, no passado, eram refrigerantes de tutti-frutti e, agora, é um termo que serve para designar marcas regionais”, explica Verónica Goyzueta sobre a origem do negócio.

“Foi quando a gente parou para pensar e percebeu que o nome Tubaína era muito bom para o negócio”, conclui. Da logomarca, a tubaína das empresárias desdobrou-se para o conceito do espaço, decoração e, finalmente, para o cardápio, de forte inspiração italiana e peruana, a nacionalidade de Verónica.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

“A tubaína tem uma relação com a comida italiana, já que começou a ser produzida por famílias de imigrantes da Itália ainda no final do século 19”, destaca a empreendedora, sobre as origens das pequenas fábricas do refrigerante em São Paulo.

“Tem gente que senta aqui, pede um refrigerante e até chora quando começa a beber. Esse é um produto que tem muita relação com a memória afetiva das pessoas”, analisa.

Com 25 rótulos, o bar tem marcas como a carioca Mineirinho, produzida a partir do mate chapéu-de-couro e o guaraná Jesus, do Maranhão. Os coquetéis etílicos também usam o produto como matéria-prima. No cardápio existe o Mojaína, por exemplo, um mojito feito de tubaína de limão.

:: Leia também ::

Empresas que fabricam a tradicional tubaína ainda lutam para transformar os produtos em grifes

Logística. Por não existir um sistema de distribuição desses produtos para a cidade de São Paulo, Verónica conta com a ajuda de amigos e conhecidos – um grupo que viaja com regularidade para as cidades do interior onde essas marcas são normalmente comercializadas.

Por isso, o trabalho dos comerciantes que chegam a São Paulo para a Feira da Madrugada, tradicional ponto de comércio popular no centro da cidade, é importantíssimo para a sobrevivência do bar.

“Eles trazem os produtos nos ônibus e vou até lá bem cedo para retirar as encomendas”, conta. Associada a limitação na quantidade de produção das marcas, essa estratégia de aquisição dos refrigerantes tem impacto direto nos preços cobrados dos clientes. No Tubaína Bar, uma marca alternativa é mais cara que a comercial.

Nada que comprometa o negócio, que até inspira alguns fabricantes. “A gente se surpreendeu com o resultado do Tubaína. Estudamos uma forma de aproveitar e expandir essa demanda”, afirma Reilly Okada, da marca Maçã Don.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.