CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO
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Marca de esportes Rainha vai virar franquia no começo de 2017

Empresário Carlos Wizard Martins está por trás da iniciativa; ele comprou a Rainha e a Tooper da Alpartagas por R$ 48 mi no ano passado

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2016 | 05h01

COMANDATUBA, BAHIA - Seis meses após finalizar o acordo com a Alpargatas pela compra da Topper e da Rainha, em uma negociação de R$ 48 milhões, Carlos Wizard Martins começa a definir o futuro que essas operações terão dentro de seu portolio de investimentos. A primeira a ganhar um novo modelo de negócios vai ser a Rainha. Martins vai transformar a marca esportiva em franquia. Neste momento, ele conclui os números para a expansão da nova rede, que deve estrear já no começo do ano que vem, com foco de comercialização no mercado do Sudeste, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo Carlos Martins, que recentemente inaugurou as primeiras unidades da Taco Bell, rede que ele trouxe ao Brasil após um investimento de R$ 100 milhões, a estratégia será explorar o prestígio que a Rainha ainda desfruta entre os consumidores locais, principalmente ente as mulheres. "Estamos definindo uma rede que vai vender roupas e muitos acessórios", diz Martins, "a Rainha obteve muito sucesso no Brasil nas décadas passadas e ainda é bastante conhecida. Quero manter o foco do grupo em franquias, que é onde está o nosso DNA", destaca ele, que na última quinta-feira participou da convenção anual do setor de franchising na Ilha de Comandatuba (BA).

O plano de Carlos Martins é o de manter para a Rainha um modelo de expansão similar ao da Taco Bell, que primeiro crescerá com lojas próprias (serão 20 unidades próprias da Taco Bell até o ano que vem) para, somente depois, abrir as vendas para os franqueados. "Estamos ainda definindo os valores de comercialização de cada franquia, tempo de retorno do investimento, essas coisas. Mas a ideia é já começar a operar unidades no começo do ano que vem", destaca.

O perfil do fraqueado para as lojas da Rainda vai ser o de investidor profissional, conhecido no mercado como multifranqueado. Trata-se de uma nova tendência entre os principais franqueadores brasileiros, que têm dado preferência aos grupos com médio a alto potencial de investimento e estruturas de governância de gestão estabelecidas. 

"Acho que essa é uma mudança irreversível. Esse tipo de franqueado tem experiência e sabe como operar o frachising, consegue reduzir os riscos que já são menores nesse canal", destaca o empresário, que ainda não detalha a operação para a Topper, mas sinaliza que deve manter a marca como uma fornecedora de equipamentos e roupas esportivas, assim como Nike e Adiddas. 

"A gente vê a Topper como marca de bola, de roupas esportivas. A marca é líder de mercado no setor esportivo na Argentina. Isso demonstra o potencial dela diante de grandes concorrentes internacionais", afirma.

Diversificação. Meses após ter vendido o grupo Multi em 2013 por quase R$ 2 bilhões, para a britânica Pearson, na maior aquisição de educação do País, o empresário retornou ao mercado com uma clara proposta de diversificação de portfólio. 

O Grupo Multi reunia as escolas de inglês Wizard e Yázigi, além da Microlins e, em 2014, Martins comprou 100% da Mundo Verde, rede de produtos saudáveis com mais de 400 lojas e faturamento de R$ 500 milhões por ano. No ano passado, ele começou do zero uma rede de academias em sociedade com o ex-jogador Ronaldo Nazário, a Ronaldo Academy, hoje com 14 unidades no Brasil, Estados Unidos e China. Ainda na semana passada, Martins anunciou outro negócio: a estruturação da rede de escolinhas de futebol do Palmeiras, com foco nos mercados de São Paulo e do Paraná. Ele investiu R$ 3 milhões para obter os diretor de conceituar a marca, desenvolver o projeto e fazer a comercialização da escolinha.

Ele ainda comanda a Logbras, negócio de galpões logísticos, a Orion, de gerenciamento imobiliário, e a holding Hub Prepaid, que atua no segmento de meios de pagamento pré-pagos. Juntas, as empresas fazem parte do fundo de investimento Sforza, da família do empresário. 

 

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