Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Manicure agora tem jeito de bar da moda

Empresárias usam a moda dos esmaltes para criar um tipo de negócio que começa a ganhar espaço no País

Carolina Dall'Olio, Estadão PME,

19 de dezembro de 2011 | 20h08

 As unhas, que sempre ocuparam o posto de coadjuvantes nos salões de beleza, agora ganham destaque em novos empreendimentos montados no Rio de Janeiro e São Paulo. Empresárias apaixonadas por esmaltes trouxeram para o Brasil uma tendência que já faz sucesso lá fora: os chamados nail bars.

O negócio pode ser definido como um salão com serviço de bar – ou um bar com manicure. As mulheres sentam em bancos altos, em frente a um balcão, mas o barman é substituído pela manicure. Enquanto fazem as unhas, as clientes aproveitam para beber drinques e colocar o papo em dia com as amigas. E isso sem o barulho do secador ou o cheiro da tintura para cabelo.

O carioca Beaux, além dos paulistanos Lily Nail Bar Spa e o recém-inaugurado Cosmopolish, são alguns negócios que apostam neste novo segmento. “Fazer as unhas virou um programa, um lazer”, comenta Flávia Sampaio, diretora do Beaux. “As mulheres costumam vir em grupo e até reservam o espaço para aniversário e reuniões.”

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As proprietárias dessas empresas conheceram o modelo de negócio em viagens aos Estados Unidos e Europa. “Quando fui a um nail bar em Nova York logo pensei que poderia dar certo no Brasil porque a brasileira costuma fazer a unha toda semana e também gosta de frequentar bares”, conta Stephanie Kim, dona do Lily Nail Bar Spa.

A empresária tinha razão. De acordo com dados de pesquisa elaborada pelo Instituto TNS em parceria com a Mundial Impala, 86% das brasileiras esmaltam as unhas pelo menos uma vez por semana. Isso faz do País o segundo maior mercado consumidor de esmaltes do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, o produto está literalmente na moda desde que a grife francesa Chanel passou a fabricá-los, em 2008.

“Hoje o esmalte é um acessório de moda. Por isso, trocamos de cor toda hora e pintamos as unhas com formatos diferentes”, constata Agnes Cruz, sócia do Cosmopolish, onde não há nenhum serviço adicional: só manicure e, claro, o serviço de coquetéis. “Não quis colocar spa nem massagem. A ideia era mesmo destacar só o cuidado com as unhas”, conta Agnes.

Esse foco fez com que a empresária contratasse boas manicures, antes funcionárias de outros salões. “Um dos meus argumentos foi dizer que aqui elas seriam as estrelas porque não há cabeleireiros”, relata. Outra vantagem foi conseguir se diferenciar, logo de cara, da enorme concorrência – em São Paulo há mais salões de beleza do que padarias.

Valor

No nail bar, o ambiente de glamour ajuda a agregar valor ao serviço oferecido, que assim pode custar mais caro. O Beaux, por exemplo, costuma cobrar R$ 32 pela manicure.Os preços elevados, entretanto, não afugentam a clientela. Pelo contrário. Com apenas quatro manicures, o espaço consegue atender cerca de 400 clientes por semana. Enquanto fazem as unhas, as clientes do Beaux adoram tomar a espumante Veuve Clicquot – a mais pedida da casa. A garrafa de 750 ml não sai por menos de R$ 270 e a de 375 ml custa R$ 180.

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