Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Mandic quer se tornar referência de empresa brasileira de computação em nuvem

Empresa investiu R$ 4 milhões em infraestrutura e reforçou quadro com 81 novos funcionários

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

09 de janeiro de 2013 | 18h01

A Mandic quer se tornar referência de empresa brasileira de computação em nuvem. E já começou o processo para atingir esse posto. A  companhia recebeu aporte de R$ 100 milhões do fundo Riverwood Capital para investir nos próximos três anos e comprou a Tecla Internet. O primeiro desdobramento foi o investimento na ordem de R$ 4 milhões para a compra de equipamentos para reforçar a infraestrutura, além de ampliar o quadro com 81 novos funcionários, totalizando 170 pessoas.

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De acordo com o presidente da Mandic, Maurício Cascão, o primeiro desafio após a união das duas empresas foi colocar a casa em ordem. "Esse meu desafio de trazer pessoas novas, competentes, eu considero como encerrado. Pelo menos essa etapa. Agora é colocar essa equipe toda para jogar junto", destaca.

O processo de seleção para a contratação levou quatro meses, envolveu 4 mil currículos e 800 entrevistas até chegar aos 81 selecionados - 70% da área de tecnologia. "Estou confiante que vamos conseguir escalar a empresa dos R$ 30 milhões atuais de faturamento para um número muito mais agressivo em um curto espaço de tempo com esse quadro novo que a gente trouxe", comenta. Cascão enxerga um faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 300 milhões em um período de três a cinco anos.

Em relação ao mercado de trabalho, o presidente da Mandic afirma que existe uma mudança do colaborador ao escolher trabalhar em pequenas e médias empresas. "Na minha época, a recomendação do meu pai era trabalhar em uma grande empresa. Hoje, o pessoal começa a perceber que em empresas de menor porte você pode ter muito mais oportunidade, de crescimento, flexibilidade, diferentes experiências", relata.

Cloud computing. Maurício Cascão exemplificou os negócios da Mandic em computação em nuvem. Segundo o executivo, uma empresa precisa da informática para aumentar a produtividade dos colaboradores. E determinadas aplicações são importantes para o negócio, existindo a necessidade de rodar em servidores. "Geralmente toda empresa acaba tendo máquinas espalhadas pela empresa que fazem esse papel de servidor. O entendimento hoje é que a tecnologia amadureceu ao ponto onde não faz mais sentido ter essas máquinas na empresa", pontua.

Antes, para a empresa ter um software, era preciso comprar uma máquina, instalar, arrumar um técnico, comprar o software, comprar a licença, contratar manutenção e a cada seis meses, um ano, trocar a máquina por uma provavelmente maior. Hoje, a tecnologia permite que o empresário tenha essa capacidade de processamento e armazenamento de dados na chamada nuvem. Ou seja, é possível alugar um software."Você não precisa comprar a licença do software, você paga mensalmente o direito de uso e a licença fica sendo de quem está alugando para você", explica.

Da mesma forma com os servidores. "Nós alugamos o que chamamos de servidores virtuais. Você não compra a caixa e deixa dentro do seu escritório. Na verdade você compra uma máquina que tem uma capacidade de processamento equivalente que fica armazenada na nuvem, mas que está nas premissas de outra empresa", completa.

:: Leia a história da Mandic ::

Ele ficou até sem telefone para entrar na internet 

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