Bernardo Rebello/Sebrae
Bernardo Rebello/Sebrae

Maioria das pequenas empresas ainda não aceita pagamento com cartão

Sebrae distribuiu kits com dicas sobre a forma de pagamento e prepara o lançamento de um simulador virtual

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

05 de fevereiro de 2013 | 14h55

Há mais de 700 milhões de cartões em circulação no Brasil, o número de cheques sem fundo  devolvidos cresce e o medo de assaltos faz com que as pessoas andem com menos dinheiro na  carteira e usem mais o cartão. Mesmo assim, 57% dos pequenos negócios ainda não aceitam o  plástico como forma de pagamento, segundo estimativa do Sebrae com base nos dados do Banco Central.

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"A chance do cliente que entra em um pequeno restaurante ou loja só ter o cartão como forma de  pagamento é enorme. Não oferecer esta prática é preterir uma moeda de pagamento que atualmente é  comum a todos os consumidores do mundo, ainda mais considerando os eventos esportivos que o  Brasil vai receber", destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O empreendedor Sidney Martins, 40 anos, é dono de um quiosque de lanches em Brasília, o Mister  Dog. Ele já perdeu muita venda quando não aceitava cartão. "Alguns corriam para tirar dinheiro ou  simplesmente não voltavam mais", lembra. O problema foi resolvido no começo de 2012 com o aluguel  de uma máquina. "As vendas aumentaram 20%", afirma Martins.

A proprietária da loja Kanello, Franciane Nogueira, 20 anos, perdia até 70 vendas por semana por  não aceitar os cartões na hora de vender perfumes e roupas. A loja está de mudança de São Paulo  para Atibaia. A expectativa é inaugurar o comércio até o fim de fevereiro já com a maquininha  instalada. "Espero manter o faturamento de R$ 5 mil mensais nos primeiros meses, mas depois já  penso em mudar de patamar para micro empresa", conta Franciane.

A implantação da maquininha de cartão ganha importância com a realização dos grandes eventos  esportivos no Brasil. "As micro e pequenas empresas precisam estar preparadas para facilitar as  vendas aos turistas estrangeiros e brasileiros", diz Barretto.

Mas antes de contratar o serviço, o empresário deve pesquisar as condições e as taxas oferecidas  pelas credenciadoras. E para orientar o interessado em aderir aos cartões, os postos de  atendimento do Sebrae receberam 3 mil kits com dicas sobre a forma de pagamento.

Barretto destaca que o Sebrae ainda prepara o lançamento de um simulador virtual para mostrar o  impacto desse tipo de pagamento no lucro da empresa. "Trata-se de uma planilha que pode ser  baixada no próprio computador do empresário, para que ele preencha com as informações referentes  ao seu negócio", explica. O simulador estará disponível até o fim de fevereiro no site do Sebrae,  na página de "Acesso a Mercados e Serviços Financeiros".

Alta. De acordo com Eduardo Chedid, vice-presidente comercial varejo da Cielo, a base de clientes  da companhia conta com 1,2 milhão de empresas classificadas como micro, pequenas e médias. E a  cada ano, 400 mil novos clientes são incorporados. "A aceitação do cartão traz uma série de  vantagens para a pequena empresa, desde  o aumento de clientes e potencial de vendas até a  criação de um mecanismo de gestão", diz Chedid.

Quem não registra muitas transações por mês pode optar pelo aplicativo das credenciadoras  instalado em smartphones. Já em empresas com um número maior de pagamentos precisa recorrer à  maquininha. O custo varia de acordo com o tipo de equipamento e inclui os serviços de manutenção.  A taxa cobrada por cada transação também vai depender de uma série de variáveis, desde a bandeira  do cartão até o segmento de atuação da empresa.

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