Ernesto Rodrigues/ AE
Ernesto Rodrigues/ AE

Luiza Trajano responde mais cinco dúvidas dos empreendedores

Presidente do Magazine Luiza respondeu as últimas questões sobre empreendedorismo

Estadão PME,

25 de agosto de 2011 | 06h01

Luiza Trajano aceitou o desafio de responder a dez perguntas feitas pelos leitores do site do Estadão PME. Na semana passada, publicamos as primeira cinco respostas da empreendedora. Hoje, você confere novas dicas e conselhos da empresária. Ela responde sobre estratégia, negócios iniciantes, incubadoras e até sobre como lidar com a inadimplência dos clientes.

Luiza Trajano participou, no mês passado, da segunda edição do Encontro PME, que reúne um empresário de sucesso para trocar ideias e experiências com pequenos e médios empreendedores. A principal executiva do Magazine Luiza, que transformou uma pequena loja no interior do Estado em uma das maiores redes do varejo brasileiro, também foi convidada pela presidente Dilma Rousseff para assumir a secretaria especial de micro, pequenos e médios empreendimentos, parte da política do governo federal de incentivar os pequenos negócios.

>> Leia as respostas da empresária

Definir um foco de atuação é necessário após algum tempo de vida da empresa, o que implica abandonar algumas receitas em detrimento da nova linha adotada. Como o empreendedor pode equilibrar o fluxo de caixa para viabilizar a nova estratégia com uma possível diminuição da receita?

Sandro Tonini da Silva, Vila Velha/ES

Área de atuação: tecnologia

Luiza Trajano: Sandro, o foco de atuação da empresa deve ser constantemente analisado, mas isso não significa abandonar receitas de uma forma que prejudique seu fluxo de caixa a ponto de comprometer sua operação.

Essa questão deve ser analisada com muita calma, baseada em dados muito consistentes, para não prejudicar a empresa. Os novos serviços ou produtos sempre devem ser vistos como uma forma de ampliar a atuação em busca de novos recursos.

Sou proprietário de uma start up online que administra e insere clientes em mídias sociais pela divulgação específica de anúncios. O que devo fazer para que os serviços oferecidos por minha empresa tenham mais reconhecimento e confiabilidade?

Diego Serra, Ribeirão Preto/SP

Área de atuação: mídias digitais

Luiza Trajano: Diego, você está trabalhando em uma área que é nova para a grande maioria dos empresários, que ainda não sabe como atuar nessa área, enxerga esse assunto como novidade ou não tem a cultura de investir em mídias sociais.

Por isso, acho que a diferença do seu negócio está em sua apresentação, em seu empenho para provar a eficácia dos serviços oferecidos. Para isso, arme-se de argumentos financeiros, afinal, você precisa comprovar os retornos que pode oferecer. Uma simples apresentação não basta, faça apresentações diferenciadas e defenda suas ideias.

Qual o principal suporte que uma incubadora de empresas pode oferecer para um pequeno negócio em fase de expansão?

Leandro Luiz de Araujo, Uberaba/MG

Área de atuação: comunicação

Luiza Trajano: Leandro, é necessário fazer uma análise da área de atuação e dos benefícios que ela pode ter ao se instalar em uma incubadora. Seria interessante procurar uma entidade de Uberaba de apoio às micro e pequenas empresas que possa te orientar devidamente sobre o assunto, como o Sebrae.

Como um pequeno ou médio empresário pode evitar a inadimplência da empresa sem tomar medidas que afastem os consumidores?

Rafael Felipe de Souza Leite, Itapatinga/MG

Área de atuação: comércio varejista

Luiza Trajano: Rafael, é muito importante a concessão de crédito com muita responsabilidade. Não são medidas que cuidam da saúde financeira da empresa que afastam os consumidores, pois você tem muito mercado. A inadimplência é como um cupim, tem que tomar todas as medidas para evitá-la, pois, se você não cuidar, pode não se recuperar depois.

Sou empresário do segmento de tecnologia da informação e sempre enfrentei uma série de barreiras para atuar no segmento das grandes empresas, mesmo utilizando as mesmas tecnologias e metodologias das grandes consultorias. Não é hora das grandes empresas passarem a considerar as PMEs como fornecedoras? Esse movimento, inclusive, não viria a reduzir os custos dos serviços?

Odair Carlos Neves, São Paulo/SP

Área de atuação: consultoria e produção

Luiza Trajano: Odair, as grandes empresas procuram soluções que possam estruturar suas operações, independentemente do tamanho de seus fornecedores. Tenho certeza que se você comprovar que tem capacidade de atendimento de uma grande empresa, com soluções inovadoras, nem precisa se preocupar com a redução de custos, pois isso será consequência. Não desista com as barreiras que está enfrentando para oferecer seus serviços, aprenda com elas.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Siga o Estadão PME no Twitter

:: Faça parte da  nossa comunidade no Facebook

::: Confira as cinco primeiras respostas da empresária :::

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.