Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Lojas virtuais devem estar preparadas para combater fraudes no Natal

Grande volume de vendas no e-commerce aumenta possibilidade do empresário sofrer golpes

Roberta cardoso, estadão pme,

03 de dezembro de 2011 | 07h12

O Natal, uma das datas mais importantes do ano para alavancar vendas e impulsionar os negócios, pode ser também um período delicado para as empresas. Principalmente para aquelas que já estão inseridas no e-commerce. Neste ano, o setor deve faturar R$ 2,6 bilhões, mas com o aumento das vendas, dispara também o número de fraudes na internet. De acordo com a Norton, empresa especializada em segurança virtual, cerca de 77 mil pessoas sofrem algum tipo de crime virtual diariamente no Brasil. Em datas comemorativas, onde o volume de vendas cresce, os riscos são maiores.

“O consumidor está mais exigente e informado. Hoje, se um site de vendas não oferecer segurança aos seus clientes, as pessoas não compram. Elas estão antenadas e vão procurar na internet por opções em que elas fiquem menos vulneráveis aos riscos”, explica Tiago Ramos, do Site Blindado, criado para auditar o selo de segurança em lojas virtuais.

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Transtornos

Não se trata, apenas, da possível perda de clientes.  Os inconvenientes provocados pela invasão de um hacker culminam em uma série de complicações às empresas, especialmente as de pequeno porte.  “As pequenas empresas muitas vezes têm menos capital para investir na segurança da sua loja. Mas o empresário não pode ignorar que a reputação da sua marca corre riscos”, enfatiza André Carrareto, gerente de engenharia da Symantec.

Jorge Nahas, do site O Melhor da Vida,  que comercializa experiências, aprendeu por um tortuoso caminho a importância da prevenção de fraudes. Depois de ter o servidor que hospeda a sua loja virtual invadido e o banco de dados de seus clientes ameaçado, o empresário percebeu a necessidade de gastar dinheiro com segurança.

“Além de investir em mais mão de obra para gerenciar as vendas, procuramos por empresas que ofereciam bons pacotes de serviços para deixar o site seguro. Minimizamos também as perdas de pagamentos desviados ao adotar uma ferramenta que direciona o usuário ao seu banco para efetivar a compra. Com isso, a responsabilidade não fica apenas com a empresa ”, conta.  

Já o empresário Juliano Souza, da floricultura online Giuliana Flores, um negócio cujo faturamento vem 90% das vendas feitas pela web, reforçou a equipe para não perder receita. “Hoje tenho um departamento que cuida exclusivamente das comprovações de vendas. Quem está nesse tipo de negócio não pode pensar só no atendimento e na logística de entrega . Tem que investir em ferramentas e certificados para que o cliente saiba que a empresa é idônea”,  diz.

Vulnerabilidade

Existem empresas especializadas em serviços de segurança para lojas virtuais.  Elas oferecem diversificados produtos de proteção à empresa. São ferramentas de cruzamento de dados, certificados e selos de qualidade, por isso,  o custo para proteger a sua loja virtual varia. Mas existem pacotes acessíveis de até R$ 2 mil.

De acordo com Arthur Guitarrari, da Zip Code, empresa  de soluções anti-fraudes, os empresários devem prestar atenção em dois estágios das vendas feitas pela internet. O primeiro deles é em relação aos dados dos clientes, que devem estar muito protegidos para evitar ações de quadrilhas que clonam cartões de crédito. O segundo se refere à política de pagamento. O ideal, segundo Guitarrari, é contratar empresas especializadas e preparadas para finalizar a compra. “Tudo isso pode ser feito online, em tempo real, e é acessível a pequenas empresas."

Ao terceirizar a segurança do seu site de vendas, o empreendedor deve estar atento ao contrato firmado com a empresa escolhida. Segundo o advogado Rony Vainzof, vice-presidente do Conselho de Segurança da Fecomercio, delimitar o que é de responsabilidade de cada uma das partes no processo evita prejuízos. “Os empresários precisam pensar preventivamente. É a imagem da marca que corre riscos. Tudo deve funcionar em conjunto para que nem o cliente e nem a empresa saiam perdendo”, recomenda.

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