Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Loja investe em produtos fofos por meio do artesanato

Consumidor pode personalizar colchas e enxoval com patchwork

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

03 de agosto de 2012 | 06h30

Ai que fofo! Essa é a frase mais ouvida na loja Panaceia, na Vila Madalena, em São Paulo. Colchas de patchwork, rolos de tear, acessórios de decoração e roupinhas para bebê alegram o local idealizado pelas sócias Paula Moreno, Andrea Veloso e Maria Eugênia Dias Roxo Nobre. Fazer produtos personalizados é um dos diferenciais da loja. "Se o pai é aviador ou a mãe sonhou com joaninha durante a gravidez, eles podem concretizar as ideias no enxoval do bebê", conta Paula.

Paula e Andrea se conheceram na faculdade de farmácia, e sempre tiveram contato com a costura. A família de Paula tinha o costume de comprar roupas sob medida da costureira, tinha a paciência de escolher os modelos e os tecidos. Já a avó de Andrea fazia colchas de retalhos para vender. Depois da formatura, as duas foram trabalhar na indústria de alimentos, cada uma em uma empresa concorrente.

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Mas em 1995, elas resolveram empreender juntas e escolheram o ramo da costura. A inspiração para o nome da loja uniu duas coincidências.  Panaceia significa a cura para todos males, usado na farmacologia, área de formação da dupla. "Mas também acaba sendo a mistura dos nossos nomes, Paula e Andrea, Panaceia", conta Paula.

No começo, a loja estava instalada em um imóvel da família de Paula, na Rua Professor Atílio Innocenti, no bairro Itaim Bibi. Até o local se valorizar, receber uma boa proposta para venda e a loja ser transferida. A mudança foi para a Vila Madalena, um espaço comprado por Maria Eugênia, que já fazia parte da equipe com sua produção de peças no tear.

Quando elas começaram, a maioria da produção era vendida para outras empresas, inclusive para uma loja enxovais de bebê localizada próxima do ateliê. "Por volta de 1998, a loja fechou e resolvemos investir mais nesse mercado", diz Paula.  

Nos últimos dois anos, o movimento da loja foi afetado pela movimentação de compras dos brasileiros no exterior, principalmente para Miami e Orlando. A queda chegou a 20% nas vendas do kit berço, por exemplo. "Hoje o dólar não está tão vantajoso como esteve e acredito que aos poucos vamos recuperar mercado", afirma Paula. No ano passado, a loja faturou R$ 280 mil e espera crescer pelo menos 5% este ano.

Pela primeira vez, em agosto, a loja vai trabalhar com silk-screen de xilogravuras feitas pelo Instituto Acaia, uma organização que oferece atividades socioeducativas para crianças e adolescentes. No caso das roupinhas vendidas na loja, a escolha das peças é feita rigorosamente. Uma das marcas revendidas é a Família Ovo, de Recife, com estampas divertidas e coloridas.

Outro mercado explorado é o corporativo. A Panaceia já fez fundo de palco de bandas de forró com patchwork, quadros de pano para lounge da São Paulo Fashion Week e até avental para brinde.Vender pela internet está nos planos da Panaceia. Primeiro as sócias vão começar a vender alguns produtos em lojas parceiras para no ano que vem lançar sua própria loja na web. "Será mais um canal de vendas e mais uma forma das pessoas conhecerem nossos produtos", diz Paula.

Avaliação

Para o professor dos cursos de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Balian, a ideia dos produtos personalizados é mais que uma tendência, é uma realidade. "Cada vez mais as pessoas procuram por esse tipo de produto", destaca.

Sobre o impacto nas vendas sentido pela migração das compras no exterior, o professor aconselha as empresárias a investir em dois pontos: inovação e rapidez. "É preciso apresentar coisas novas, diferentes, para as pessoas não comprarem por causa do preço, mas sim pela novidade", diz.

:: Veja a galeria de fotos com produtos da Panacéia ::

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