Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Loja divertida transforma investimento de R$ 18 mil em faturamento de R$ 102 milhões

Início da rede Uatt? foi com R$ 18 mil e uma linha de 16 produtos

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

15 de março de 2013 | 07h02

Foi com um investimento inicial de R$ 18 mil e uma linha com 16 produtos que o empresário Rafael Biasotto deu início a Uatt?, em 2001. Hoje, a rede especializada em presentes tem 1,2 mil itens diferentes no portfólio, com a renovação de 400 deles anualmente. É justamente o potencial de desenvolvimento de novos produtos que ajuda no crescimento da marca que prevê um faturamento de R$ 155 milhões este ano.

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No ano passado, o faturamento foi de R$ 102 milhões, sendo que apenas 15% vieram da movimentação das 69 lojas. As vendas em lojas multimarcas, como bazares e papelarias, ainda são responsáveis pela maior parte do faturamento.

Mas o plano é equilibrar a conta. "Estamos buscando uma maior representatividade do mercado de franquias e devemos finalizar o ano com 30% de participação do franchising no faturamento. Ao longo de três anos, a previsão é de equilíbrio", afirma Biasotto. Para atingir essa marca, a Uatt? espera fechar 2013 com 130 lojas em todo o Brasil.

Abrir uma franquia da marca custa em torno de R$ 120 mil, sem contar o ponto de instalação. O valor vai depender do espaço da loja e da negociação com as administradoras de shoppings. Mas não basta ter o dinheiro para investir. A rede busca franqueados que fiquem focados na operação da loja.

"Negamos para algumas pessoas por entender que elas não têm o perfil da marca ou estão só buscando oportunidade de investimento. Queremos franqueados que fiquem atrás do balcão e consigam desenvolver sua equipe de vendas e ampliar o número de operações", destaca Biasotto.

Criatividade. Formado em administração de empresas, Biasotto trabalhava no segmento de criação, desenvolvimento e com consultoria para papelarias de Santa Catarina. "Sempre tive a vontade de ter o próprio negócio. Resolvi começar em um pequeno cômodo na casa dos meus pais e criar produtos irreverentes e divertidos para o mercado", afirma o empreendedor, que tem como sócio Ivan Oliveira.

Entre os primeiros produtos lançados estão porta-retratos e luminárias, que evoluíram para almofadas e produtos de papelaria, sempre dentro do conceito de 'espalhar coisas boas'. "O poder aquisitivo das classes B e C está crescendo e os consumidores estão em busca de pequenos prazeres. E a Uatt? aparece com uma mensagem colorida, irreverente e com uma cultura de bem com a vida", diz Biasotto. O tíquete médio registrado pelas lojas gira em torno de R$ 60, com a compra de dois produtos.

O professor do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento (ProCED/FIA) Antonio Lage Terassovich destaca a proposta de valor da marca, de vender emotion gifts. "Eles não estão vendendo apenas coisas, estão vendendo emoções e saíram do lugar comum. É uma marca que tem potencial para uma expansão internacional", afirma o professor.

Potencial. No fim do ano passado, a Uatt? foi selecionada para fazer parte da Endeavor, que apoia empreendedores com potencial de alto impacto. São 443 empresas em 17 países, sendo 57 só no Brasil. O processo de seleção incluiu uma série de avaliações, incluindo um painel nacional no Rio de Janeiro e outro internacional, em Miami.

"Resolvemos participar do processo de seleção porque estávamos em um momento da empresa que precisávamos trocar, compartilhar. E uma das grandes vantagens de fazer parte da Endeavor é ter uma rede enorme de grandes gestores disponíveis para ceder o seu tempo e conversar", afirma Biasotto.

Com a aprovação, um gestor da Endeavor passa a participar de reuniões para ajudar no crescimento da empresa. "Precisamos maturar nosso processo de varejo. A marca ainda é nova no franchising, mas ganha repercussão em shoppings e ponto de vendas", destaca o diretor da Uatt?.

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