Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Loja de roupa online ainda enfrenta desconfiança de fornecedores, dizem empresários

Apesar das popularidade em alta entre consumidores, quem investe no segmento deve se preparar para convencer parceiros

Estadão PME,

03 de junho de 2014 | 11h06

Apesar da popularidade que as lojas virtuais de roupas e acessórios têm atualmente no Brasil, convencer fornecedores sobre a viabilidade do negócio ainda é um grande desafio a ser enfrentado pelo empresário do ramo.

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Segundo empreendedores reunidos na manhã de hoje para a nona edição do Estadão PME, que desta vez discute em São Paulo os rumos do mercado de moda no País, embora a categoria de vestuário lidere o número de pedidos realizados no comércio online, quem quiser faturar precisa se preparar para lidar com a desconfiança de parceiros estratégicos.

"(No início,) a gente teve um grande trabalho de brand (marca) para demonstrar aos fornecedores que íamos cuidar bem dos produtos", afirmou Mariana Madeiros, que ao lado das sócias Rosana Saigh e Isabel Humberg lançou há seis anos o site OQVestir, negócio que mescla loja online a uma espécie de curadoria de moda.

A empresária hoje conta com investimento de fundos de capital de risco internacionais e emprega 125 pessoas. Em 2015 ela se prepara para romper a casa dos R$ 100 milhões em faturamento anual. Uma realidade muito diferente das três outras convidadas a participar do debate, as sócias Barbara Diniz e Mariana Penazzo, do Dress & Go, e Samantha Fasolari, do Noiva na Nuvens. Elas ainda tocam empreendimentos novatos (Samantha lançou o seu e-commerce há 30 dias), mas relatam problemas parecidos.

Para as sócias do Dress & Go, que aluga vestidos de marcas famosas, o desafio é fazer com o que a cliente confie na eficiência da operação sem provar o modelo antes. Um problema muito parecido com o de Samantha, que vende vestido de noiva pela internet. "Quando a menina vai casar, sua primeira preocupação é provar o vestido. O que estou lutando (para contornar o problema) é por entregar um vestido de muita qualidade e com preços mais baixos", afirma a fundadora do Noiva nas Nuvens.

Camisetas. A onda de marcas especializadas em camisetas foi o mote para os debates do segundo módulo do evento. Três empresários do ramo participaram da discussão, Sandra Kempenich, da loja It's Only Rock'n Roll, Henrique West, da Siamese, e Eder Lima, fundador da marca Humor Chique.

A importância da internet mais uma vez foi destacada, De acordo com o último relatório WebShoppers, realizado anualmente pela consultoria E-bit, 19% dos 88,3 milhões de pedidos  em 2013 foram de roupas e acessórios no Brasil. "Eu acho que não importa o que você vai comercializar, sempre é preciso pensar na possibilidade de ter uma loja virtual, aconselhou Eder Lima.

O planejamento antes e durante a condução do negócio é um ponto que, para Sandra Kempenich e Henrique West, vale a dedicação do empreendedor. "Mesmo que seja difícil se planejar, é importante. As pessoas precisam pensar nos piores e nos melhores cenários para que se consiga acertar um pouco do investimento inicial", afirma Sandra. A ideia com isso não é apenas evitar eventuais erros de gestão, mas também contratempos de marketing e posicionamento da empresa. "Hoje, no mercado da moda, se você errar uma estampa, você derruba uma marca", resume West. 

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