ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Levantamento mostra que empreendedor reluta em desistir, mesmo após fracasso

 Embora a experiência de fechar as portas e amargar o prejuízo possa parecer bastante difícil, os números do Sebrae-SP sugerem que muitos não encaram o fracasso como o fim da linha.

Marcelo Osakabe,

31 de julho de 2014 | 07h51

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Mesmo após fechar as portas, 25% dos entrevistados pela pesquisa disseram que se tornaram profissionais autônomos e outros 20% declararam que voltaram a empreender. Esse desejo também fez com que os empresários não cancelassem o registro na Junta Comercial pois há a esperança de reativar o negócio em algum momento.

“Essa é a maior prova de que, para muita gente, só se aprende fazendo. Existe uma grande parcela que, apesar de um primeiro fracasso, quer voltar a empreender. E todas essas lições, como planejamento e gestão, serão levadas adiante”, afirma o coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, Marcelo Moreira.

É o caso de Eliane Nóbrega, que após fechar a serralheria que montou com seu pai decidiu parar para pensar o que tinha efetivamente feito de errado. “A primeira coisa que fiz foi procurar os erros. Depois, fui atrás de cursos de capacitação”. Durante esse período, ela descobriu conceitos de marketing e inovação que seu marido, dono de outra demolidora e com quem tinha aprendido sobre o negócio, não utilizava. “Comecei, por exemplo, a pesquisar meus concorrentes para saber o que eu poderia oferecer para o cliente como um diferencial.”

Entre o fim da serralheria, os cursos e o planejamento da empresa, Eliane diz que foi necessário um ano. “Agora lá se vão quatro anos com a Nobre Demolidora”, comemora a empresária. O desejo de chegar ao sucesso por meios próprios também motiva o empresário a tentar novamente. Entre os que continuam no mercado, 29% declararam que a independência é o principal motivo para se sentir satisfeito. O retorno financeiro foi apontado por 22% dos entrevistados; 17% declararam que se realizam pessoalmente com a escolha que adotaram. O excesso de trabalho, uma questão comum na hora em que se pensa em um negócio próprio, é mencionado por apenas 9% dos que se dizem insatisfeitos.

 Esse alto grau de satisfação também é demonstrado pelo que o empresário afirma ser seu plano para o futuro: 63% dos entrevistados pelo Sebrae-SP desejam expandir seus negócios; apenas 19% planejam manter a situação como está e 5% têm a intenção de vender o empreendimento assim que surgir uma oportunidade. Bom sinal.

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