Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Para Alexandre Serodio, setor cresce na crise
Para Alexandre Serodio, setor cresce na crise

Lançamentos e informação são estratégias do setor de beleza para crescer mesmo na crise

Categoria é a que mais coloca lançamentos nas prateleiras para atender consumidoras em busca de novidades

ESTADÃO PME,

16 de março de 2015 | 07h00

 Mesmo que um estudo realizado pela Nielsen sobre o comportamento das famílias em 2009, ano marcado por uma severa crise, sinalize que a cesta de produtos de higiene e beleza é a que menos sofre em períodos de deterioração econômica, isso não significa que o empresário terá um futuro tranquilo pela frente. 

“O setor de beleza tem uma oportunidade enorme para crescer e na crise, historicamente, a gente sempre cresce. Mas não vai ser fácil, é um desafio”, destaca o fundador e CEO do e-commerce Beleza na Web, Alexandre Serodio. 

De acordo com a pesquisa Beauty Fair/Nielsen, os lançamentos de produtos resultam na principal estratégia do setor. Só entre julho de 2013 e julho de 2014 foram colocados no mercado 2.102 itens de higiene e beleza contra média de 960 do mercado como um todo. Trata-se ainda da cesta com mais lançamentos de sucesso: 104 ante 34. A categoria também ganha destaque com a produção de itens sofisticados. Do total, 60% dos lançamentos se enquadram na categoria premium. A média dos outros segmentos fica em 50%. 

O estudo ainda mostra que existe uma pressão do mercado, tanto dos compradores quanto dos lojistas, por novidades – com destaque para opções mais sofisticadas, até mesmo produtos profissionais para uso doméstico, e itens práticos que facilitem a vida das consumidoras de uma maneira geral. 

Orientação. A estratégia de Serodio, do site Beleza na Web, porém, não inclui apenas a venda de produtos isoladamente. “Temos a parte de conteúdo com profissionais do mercado que dão dicas e orientações. Temos um papel importante dentro do nosso mercado que é instruir as clientes sobre como usar os produtos. Não é apenas vender. É satisfazer o desejo de beleza”, afirma o empreendedor. 

O empresário ainda mostra por meio do seu discurso que ele tem uma missão, que é fazer com que as clientes voltem ao salão de beleza. “Se me perguntam: você não compete com o salão? Respondo: pelo contrário. Quanto mais pessoas conseguimos convencer, mais nosso mercado tende a crescer.”

::: Veja números sobre o setor :::

R$ 59 bilhões foi a projeção dos gastos dos brasileiros com produtos de higiene e beleza para 2014, de acordo com o Instituto Data Popular. Em 2002, esse número era de R$ 26,5 bilhões.

46% dos gastos estão concentrados na região Sudeste, com R$ 27,6 bilhões. Em seguida aparecem as regiões Nordeste (R$ 13,8 bilhões) e Sul (R$ 8,4 bilhões). O Centro-Oeste gasta R$ 5,4 bilhões e a região Norte totaliza R$ 4,8 bilhões.

49% é a representatividade da classe média nos gastos dos brasileiros com itens de higiene e beleza. Já a classe alta representa 34%, com R$ 20,4 bilhões, e a baixa, 17%.

60% dos lançamentos da cesta de higiene e beleza estão enquadrados na categoria premium ante uma média de 50% do mercado convencional, segundo dados da pesquisa.


Tudo o que sabemos sobre:
beleza

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.