'Justificar erro é perda de tempo'

Chieko Aoki trabalha com a premissa de que negócio bom é aquele que dá retornos positivos para a sociedade

Letícia Ginak especial para, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2017 | 07h00

"Existe um ideograma japonês, ikigai, que significa razão para viver, ou seja, a motivação que não é apenas trabalho.” Foi com essa frase que Chieko Aoki, fundadora da rede Blue Tree Hotels e uma das empresárias mais respeitadas do segmento hoteleiro no País, abriu sua participação na Semana Pró-PME. Aoki encarou a plateia para falar sobre negócios duradouros e em expansão. 

O coração da empresa é o propósito, segundo Chieko. Ela contou como mudou a razão do negócio ao longa da expansão. “Quando comecei, tinha uma visão muito técnica. Vi a necessidade do mercado, sabia que eu tinha conhecimento sobre o que estava fazendo e então entrei com um produto que as pessoas ainda não tinham feito.” 

Em 1997, Aoki fundou a bandeira Blue Tree Hotels e trouxe para o mercado hotéis premium, que não eram cinco estrelas, mas ofereciam serviços de qualidade e com alto padrão. “Há uns 15 anos, o meu propósito inicial mudou. Eu percebi a força que um negócio tem em transformar e influenciar a vida das pessoas”, diz.

Um dos exemplos marcantes para Aoki sobre o poder de mudança de um negócio foi a compra de um hotel no interior de São Paulo, na cidade de Lins. A empresária disse que ninguém conhecia o estabelecimento e aceitou o desafio de operá-lo. “Antes, esse hotel funcionava com 20% da capacidade. Agora, ele está 100% lotado, foi responsável por transformar a cidade. São 10 mil pessoas que passam por lá atualmente e a cidade construiu museu, restaurantes, lojas, tudo isso para se desenvolver e atender a demanda”, orgulha-se. 

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Oi Blue Tree

A excelência nos negócios é uma marca da empresária. Chieko contou sobre os lemas da rede e abriu parte da integração para novos colaboradores, a ‘Oi Blue Tree’, aos participantes. “Encantar a todos, porque o nosso negócio é serviço. Meta é meta e prazo é prazo. Justificar um erro é perda de tempo. Você fica pensando em coisas que não são produtivas para amenizar. A gente tem que pensar em soluções e não em justificativas. E tolerância zero ao descumprimento das premissas”, disse em tom firme. “Todos têm que ir embora para casa felizes, isso não se aplica apenas aos clientes”, afirmou. 

A empresária finalizou sua participação falando um pouco sobre a cultura da empresa e a valorização da equipe. “Eu tenho a consciência de que tenho que ter mais hotéis para criar oportunidades para nossa equipe, pois não contratamos gente de fora para cargos de liderança, nós apostamos e desenvolvemos nossos funcionários”. 

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