Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Juros altos e redução do crédito impactam comércio e serviços

Mesmo diante de sinais preocupantes, alguns empresários mantêm o otimismo com relação ao que lhes espera em 2015

Vivian Codogno, Estadão PME,

28 de janeiro de 2015 | 07h07

O desempenho das empresas que atuam no comércio ou com a oferta de serviços está diretamente ligado à disposição do consumidor em gastar. E é justamente nesse ponto que especialistas e empresários não se entendem. Enquanto os primeiros alertam para dias de vacas magras, os últimos mantêm posição um pouco mais otimista.

::: Saiba tudo sobre :::

Mercado de franquias

O futuro das startups

Grandes empresários

Minha história

“É uma questão estatística: o governo eleva a carga tributária, os juros e reduz o crédito. Com isso, desacelera o consumo e impacta no varejo e nos serviços”, afirma José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. Já Frederico Turolla, professor da ESPM, acha que alguns setores podem até se beneficiar. “A área de cosméticos e beleza tem a questão da autoindulgência. A pessoa pode gastar para compensar outras dificuldades.”

É nisso o que aposta Márcio Neves, sócio do centro estético Summer In. “Para nós, 2014 foi uma maravilha. Pretendemos crescer entre 15% e 20% em 2015”, conta. Ele afirma ter faturado R$ 700 mil no ano passado e, agora, tem a ousada meta de comercializar 100 franquias.

:: Leia também ::

Não será fácil para os pequenos

Atenção ao planejamento vai fazer a diferença

Economia afeta confiança de grandes empresários

Indústria sofre, mas pode se recuperar

Momento pode ser uma boa oportunidade

Outro empresário preparado para encarar com coragem os próximos anos é Domingos Cristiano Coppio, que em março do ano passado abriu uma empresa de aluguel de malas de viagem, a Rent a Bag. “Quando percebemos que seria difícil, procuramos parcerias com empresas de turismo. O movimento se intensificou e de novembro até agora aumentou consideravelmente”, conta Coppio, que mesmo assim vislumbra as dificuldades que pode enfrentar daqui para frente. “Tem coisas que as pessoas não precisam ter em casa. A mala é uma delas. No nosso primeiro mês de funcionamento, alugamos três malas. Mas no fim do ano todas estavam alugadas.” 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.