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Jovem empreendedor pretende lucrar com site que ajuda a encontrar a paquera perdida

Publicitário criou site que ajuda usuários a dar uma segunda chance para encontros

Ligia Aguilhar - Estadão PME,

26 de fevereiro de 2012 | 10h31

O publicitário Vinícius Aranha, de 23 anos, quer fazer os amores de Carnaval resistirem à quarta-feira de cinzas. A proposta do seu negócio é dar uma mãozinha ao destino e prolongar a paquera que começou no bar, na balada ou até mesmo no trânsito. No início do mês ele lançou na Campus Party o site Segunda Chance (www.segundachance.com) cuja proposta é ajudar os usuários a reencontrar paqueras das quais não tiveram coragem ou oportunidade de se aproximar.

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Após um cadastro no site, que é gratuito, o interessado pode procurar a pessoa fazendo uma busca pelo local onde os dois se encontraram e a partir daí deixar um recado para que o outro possa entrar em contato. “A diferença em relação aos sites de paquera convencionais é que nós levamos o mundo real para o virtual e não o contrário”, diz o jovem empreendedor. “Em muitos desses encontros promovidos por sites de namoro não existe química. Enquanto no Segunda Chance, o encontro é baseado justamente nessa química inicial.”

O modelo inusitado de negócio já existe em outros países, mas como depende de muita popularidade para que funcione, ainda não emplacou. Como solução para o problema, Vinícius criou um gesto com as mãos, simulando o número dois e a letra C, para que o interessado possa “avisar” a outra pessoa de que pretende procurá-la no site e assim gerar curiosidade pelo serviço. Ele também pretende fechar parcerias com bares e restaurantes. “Quero divulgar o site nesses locais e colocar bloquinhos nas mesas para que os clientes possam anotar as características das pessoas em quem estão interessados e testar o serviço”, explica.

Início. A ideia de criar o negócio surgiu de uma experiência do próprio empreendedor. Quando conheceu a atual namorada em uma festa, ele esqueceu de trocar com ela o número de telefone. Vinícius até tentou encontrá-la por meio das redes sociais, mas não teve sucesso. Por sorte, um amigo em comum deu pistas que ajudaram o empresário a ter a sua segunda chance.

Em 2010, ele pensou em transformar a ideia em uma comunidade no Orkut, mas logo depois desenvolveu um plano de negócios e foi atrás de investidores na tentativa de viabilizar o empreendimento. A própria agência de publicidade na qual o jovem trabalha ficou interessada no produto, mas acabou desistindo por estar fora do escopo da empresa. O financiamento, cerca de R$ 50 mil, acabou vindo da própria família.

A forma de obter retorno do investimento ainda não está definida. “Uma das maneiras básicas é por meio de publicidade quando o endereço estiver bem conhecido, mas penso também em fechar parcerias com bares e restaurantes tanto para divulgação, quanto para criar promoções especiais para os casais que se conhecerem por meio do site”, explica.

Resta saber se o modelo de negócios realmente vai emplacar. Até agora, duas semanas após o lançamento, o Segunda Chance tem cerca de 300 usuários cadastrados e mais de 7 mil visitas. Número que Vinícius espera aumentar resgatando as paixões do último Carnaval.

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