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Joias de empresário brasileiro fazem sucesso com Michelle Obama, Ben Affleck e Jennifer Lopez

Procura por peças de Moritz Glick aumentou 30% depois de Michelle Obama aparecer em evento usando suas criações

Estadão PME,

22 de janeiro de 2013 | 12h00

 Na década de 90 o cenário econômico do Brasil era traumatizante para os empresários do País. Para um jovem empreendedor fora do eixo São Paulo - Rio de Janeiro as barreiras se multiplicavam. Foi nessa época que o mineiro Moritz Glik decidiu encerrar as atividades da fábrica de sapatos da qual era sócio em Minas Gerais para passar um tempo em Nova York.

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Hoje, 22 anos depois, o brasileiro está à frente da marca de joias que leva o seu nome e virou sensação entre personalidades como Ben Affleck, Penelope Cruz, Nicole Kidman, Jennifer Lopez e Justin Bieber. O ponto alto de sua popularidade ocorreu em dezembro, quando a primeira dama norte-americana, Michelle Obama, apareceu em um evento ao lado do marido, o presidente Barack Obama, usando um par de brincos de sua última coleção (US$ 13 mil).

"As coisas foram acontecendo aos poucos, com mais intensidade nos últimos quatro anos. Venci o Couture Design Awards por dois anos consecutivos. Por ser um concurso importante para a área o meu trabalho começou a ganhar visibilidade", conta.

O impacto da aparição de Michelle com as peças também ajudou a aumentar o frisson em torno das jóias de Moritz. "A procura aumentou cerca de 30%", diz. Em evidência nos Estados Unidos, o brasileiro é  visto pela crítica com  grande potencial para ser o escolhido pelas celebridades que irão a cerimônia do Oscar em 2013. "Não conheci pessoalmente todos os famosos que já usaram ou usam as peças que produzo", diz. A exceção, conta, foi o ator Ben Affleck. "Ele comprou uma peça em um showroom e depois de alguns meses entrou em contato para pedir que eu doasse uma peça para um leilão beneficente que ele estava organizando".

Sonho americano

A primeira experiência de Moritz como empresário, ainda no Brasil, serviu como base para ganhar experiência na gestão de um negócio. "A fábrica sofreu muito com a abertura econômica feita pelo Collor, nos anos 90. Foi quando comecei a ficar sem dinheiro e desanimado com o mercado brasileiro", relembra.

Sem rumo e sem pretensão alguma além de melhorar a fluência em inglês fechou a empresa em Minas Gerais e partiu para Nova York. "Foi muito difícil a chegada aqui. Hoje estou acostumado. Mas no início sofri por não ter amigos na cidade e também por ter que começar do zero", diz. Com o tempo, Moritz, designer por formação, foi encontrando espaço para voltar a empreender.

Curiosamente a sua sorte começou a mudar em 2008, ano em que a economia dos Estados Unidos sofreu um colapso. "Tive muita sorte por não ser afetado pela crise. Foi justamente nesse ano que meu trabalho começou a aparecer", revela.

Em 2013 as jóias de Moritz vão ser vendidas no Brasil em um ponto de venda no Rio de Janeiro. "Minhas criações já foram vendidas para brasileiros, mas de uma forma muito informal. Um amigo as apresentou e chegou a vender peças para Caetano Veloso, Vera Fisher e Marieta Severo", diz".

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