Jogo estimula habilidades dos gestores

Business game coloca os participantes da Semana Pró-PME em situações que simulam as variáveis do mercado

Letícia Ginak, especial para, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2017 | 06h15

Utilizar a tecnologia dos games como ferramenta de aprendizado para simular o dia a dia de uma empresa é a experiência proposta pelo business game, uma das atividades da programação da Semana Pró-PME. Ministrado pela Academia de Marketing, empreendedores de diversos setores puderam vivenciar o cotidiano de um gestor e ainda trabalhar em equipe, com “colegas de trabalho” desconhecidos, superando os desafios propostos.

 

O jogo tem como objetivo proporcionar uma experiência quase real e fazer com que os participantes adquiram confiança na tomada de decisões. De acordo com Marcelo Cursino, responsável por aplicar a dinâmica, o business game tem respaldo na Teoria dos Jogos. "Você pode traçar o movimento, mas jamais terá certeza até que ele seja consumado. A resposta só vem quando é fato." Ou seja, o empreendedor precisa agir.

:: Salas temáticas aproximam teoria de prática nos negócios ::

 

Dinâmica. Durante três horas, os participantes tiveram de administrar uma agência de turismo, que operaria em um parque de diversões, exercendo funções comerciais e de logística. Os desafios propostos consistiam desde conhecer o cliente até lidar com imprevistos meteorológicos, que interferiam diretamente na satisfação do consumidor e, por consequência, na receita da agência.

 

Tudo foi desenvolvido em seis etapas, com duração entre 15 e 7 minutos cada. Ao final, a equipe com a maior receita era a vencedora, demonstrando, assim, como um bom departamento operacional gera lucro.

 

Antes do início do jogo, era possível "comprar" pesquisas sobre o perfil dos clientes e variáveis que influenciam na gestão. A proposta mostra aos participantes a importância de conhecer o mercado antes mesmo da abertura do negócio. "É muito mais fácil quando você tem as informações necessárias para investir", afirma Cursino.

 

Com várias equipes jogando de forma simultânea, outro exercício proposto foi o olhar atento para os concorrentes.

 

Ao final de todas as etapas, o sistema mostra algumas discussões das equipes adversárias e oferece informações de efetividade das ações e o total da receita. Isso se dá por meio de relatórios de rendimentos, propondo, assim, um diagnóstico em tempo real. "Para ser competitivo você não precisa saber o que fazer em termos de recursos próprios, mas sim tentar antecipar a jogada do adversário."


:: Desvios da rota certa antes da consolidação ::


Resultados. Ao final, é possível compartilhar as experiências e entender como as ações propostas pelo business game podem ser aplicadas na rotina do gestor. Para o participante Luis Fernando Testa, um empreendedor que pretende mudar os rumos de sua empresa, a dinâmica contribuirá para esse processo de renovação.

 

"O jogo nos coloca para pensar estrategicamente e sentir na pele as variáveis do negócio. Além de nos fazer prestar mais atenção no dia a dia, principalmente para quem trabalha com pequena empresa." Ao final do jogo, há uma troca entre os participantes, que abrem as dificuldades e as vantagens vividas ao longo do processo.

 

Para completar, Cursino revela o que cada elemento do jogo significa na prática e no mercado. "Propomos um game que se passa em um parque de diversões. Os brinquedos representam as soluções que temos para ofertar ao nosso cliente, são as categorias de soluções que o empreendedor tem em seu portfólio", explica. 

 

Cursino encerrou a atividade lembrando aos participantes uma das principais lições do jogo: "Não é possível satisfazer 100% dos clientes."

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